Review Glee 5x01: Love Love Love




 Como não amar Glee?

Muito se especulou sobre o retorno de Glee para essa 5ª temporada. A morte de Cory Monteith, a exclusão de Amber Riley (Mercedes), Heather Morris (Britanny), Mark Salling (Puck) e Harry Shum Jr (Mike Chang) do elenco regular da série, o afastamento de Jayma Mays e Vanessa Lengies que vão para séries de outros canais, seguida da promoção para o elenco regular dos atores Melissa Benoist (Marley), Jacob Artist (Jake), Blake Jenner (Ryder) e Alex  Newell (Unique), além das adições de Demi Lovato e Alan Lambert no núcleo NY, colocaram em dúvida a longevidade da série. Então antes de começar a review, quero falar sobre esses pontos.

 Aos que acham um absurdo a desvinculação dos antigos membros da grade regular: a verdade é que isso é apenas uma oficialização de algo que  já tinha acontecido desde a quarta temporada, e esse fato apenas permite que os mesmos retornem para participações consistentes, ao invés de ficaram no plano de fundo, sem plots dignos e as vezes sem nenhuma fala, como tantas vezes aconteceu. Sobre a adição dos novatos, eu concordo que estes não possuem o carisma suficiente para guiar a série em futuras temporadas, não pela competência dos atores que já demonstraram serem bons, mas pela incoerência dos autores que arruinaram os personagens na temporada passada, com plots absurdos. É é óbvio que estes já haviam percebido isso,tanto que resolveram delongar o ano escolar na quinta temporada, mas  não contavam com a perda de Cory Monteith, algo que realmente muda os rumos da série. Falo isso, pois assim que a 4ª temporada terminou, os produtores anunciaram uma grande reviravolta criativa na metade da 5ª temporada.Obviamente, isso se referia a um salto temporal, no qual Rachel (Lea Michelle) alcançaria o estrelato, enquanto Finn assumiria o cargo do professor Schue no coral (apenas imaginando). Com essa reviravolta nos fatos, os produtores demonstram o maior interesse no elenco NY, fato que pode ser percebido pelas adições nesse núcleo, além do fato de que Artie e Blaine também estão a caminho da Big Aplle.

Agora sim, sobre o episódio.

A temporada se inicia resolvendo um dos, podemos dizer cliffhangers da 4ª temporada, com Rachel descobrindo que não passou em sua audição para Funny Girl, pois os produtores a consideraram muito inexperiente para o papel. Confesso que o resultado me agradou, não por não gostar de Rachel, mas por que o isso dá mais verossimilhança a história. Conforme disse o produtor, no segundo encontro com a garota, ali todos se consideram estrelas e querem alcançar o sucesso. Obviamente, como estamos falando de Glee, Rachel deverá ter uma segunda chance de realizar  seus sonhos. Também achei muito interessante o fato dela e Santana começarem a trabalhar como garçonetes, afinal elas tem o aluguel do loft para pagar, e até a temporada passada, apenas Santana trabalhava como go-go-girl.

A segunda trama do episódio foi guiada pelo romance de Artie e Kitty, que tiveram que manter seu relacionamento as escuras para não prejudicar a popularidade da cheerleader. Foi muito bonitinho a interação dos dois, com encontros as escondidas e bilhetinhos românticos enfiados no teto com um lápis (hã). O plot era cliché, mas foi concluído de uma forma muito bem encaixada, com Tina expondo o romance dos dois para todo coral, e fazendo Kitty admitir que quis esconder o relacionamento por vergonha sim, mas também por medo, pois queria saber se estaria arriscando sua popularidade por algo que realmente valia a pena. Naquele momento, reconheci a Kitty do episódio Lights Out, e relembrei seu caso de abuso sexual. Da forma como foi colocado, o plot se alinha com o que foi desenvolvido no episódio citado, mostrando a garota como uma menina assustada e com medo de se envolver. Esses fatos, além de darem destaque a Tina,  também evidenciaram o quão solitária ela está. A música para que esta escolhesse seu par para o baile foi muito bem colocada, além de darem vazão para o próximo episódio que promete ser focado nela.


No núcleo adulto, Sue Sylvester retorna a escola, após Becky Jackson assumir a responsabilidade no tiroteio de brincadeira.Para voltar por cima, a antiga treinadora planta revistas pornográficas na sala do diretor Finggins, e após denunciá-lo, ela assume o cargo de diretora enquanto o indiano fica na escola como faxineiro. Para obter sucesso em sua empreitada, dessa vez ela não quer destruir o Glee Club pela n-ésima vez, mas quer que este e os demais grupos da escola obtenham êxito em suas competições. Por mais que eu goste de Sue, esse retorno e todos os fatos que o envolvem não acrescentam em nada ao episódio e a série, afinal todo esse núcleo já está desgastado e poderia ser retirado da série sem perda conteúdo.

Já o ponto alto do episódio ficou por responsabilidade de Klaine, com Blaine e Kurt reatando o namoro,seguido do pedido de ajuda de Blaine aos corais para a proposta de casamento. Com isso, Ryan Muphy pretende debater sobre a legalização do casamento gay, e citou até os recentes atos na Rússia. Acho válida toda a discussão, apesar de não gostar tanto de Klaine como casal, pois acho que Kurt funcionou muito melhor com Adam (quem?), ao passo que Blaine  em sua amizade com Sam. Além disso, o pedido de casamento já havia sido anunciado no final da quarta temporada, e não entendo o porquê dele não ter sido realizado naquele momento, pois traze-lo para a première só acrescentou algo óbvio, pois era evidente que Kurt iria aceitar, pois nada mais sensato do que se casar com 19 anos, com o namorado de 18, quando nenhum dois dois possui emprego ou como se sustentar. E ressalta-se que essa sensatez é válida para qualquer tipo de casal, assim como era para Finn e Rachel na terceira temporada.

Em linhas gerais, o episódio não foi ruim, mas também não foi bom, e audiência acompanhou esse ritmo, pois o mesmo marca o terceiro menor índice dentre todos da série. Como sempre, Blaine e Rachel dominaram as performances, mas pelo menos tivemos Artie, que em quatro anos de série teve poucos momentos de destaque. Ao mesmo tempo, os Beatles não passaram de pano de fundo para o enredo, e não senti o episódio como um tributo à banda. Espera-se que a segunda parte traga desenvolvimentos significativos , e façam a série recuperar sua essência.


Sobre as músicas:

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Yesterday, Beatles: Rachel (Lea Michelle): A melhor música do episódio, e muito alinhada com o momento de Rachel ao saber do resultado da sua audição. Além do teor simples da performance, explorar os ambientes de NY também foi muito coerente. 

Drive My Car, Beatles: Artie (Kevin McHale) e Kitty (Becca Tobin): A música seria muito adequada para um solo de Artie, mas inserir Kitty na performance não foi uma boa escolha. Eu sei que a ideia era explorar o romance dos dois, mas a voz anasalada da garota, combinada com os momentos em que ela ficou se remexendo loucamente em frente a câmera não foi muito legal. Porém, o uso do parque de diversões foi perfeito.

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A Hard Day's Night, Beatles: Rachel (Lea Michelle) e Santanna (Naya Rivera): Já disse que colocar Rachel e Santana para trabalharem em um bar foi excelente, pois além de dar mais realidade a série ainda explora um pouco mais a cidade.  A música foi muito bem interpretada e consequentemente, será a responsável pela segunda chance de Rachel para a audição.




You Got To Hide Your Love Away: Artie (Kevin McHalle) e Kitty (Becca Tobin):   A representação do romance escondido entre Artie e Kitty. Já mencionei que os bilhetinhos e o contexto foi muito bonito. Os ambientes da escola foram bem explorados, e o McKinley Highnunca foi tão grande. Além disso, ninguém aguenta ver Artie sofrer.

Help, Beatles: Blaine (Darren Crris) e Sam (Chord Overstreet): Blam em mais uma de suas missões, e Darren Criss tendo a oportunidade de explorar suas habilidade de expressão em performances.

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Got To Get You in to My Life, Beatles: Blaine (Darren Crris) e Kurt (Chris Colfer): Kurt deveria ter deixado Blaine cantar sozinho, pois seu tom de voz não contribuiu para a música. Além disso, as calças e roupas coloridas dos dois, incomodaram desde o começo da cena. 

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I Saw Her Standing There, Blaine: Blaine (Darren Criss) e Sam (Chord Overstreet), Jacob Artist (Jake), Blake Jenner (Ryder):  performance simples com analogia direta aos Beatles, e só por ser dedicada a Tina, me agradou.




All You Need is Love, Betles: Blaine (Darren Criss) e todo mundo da serie: a ideia de juntar todos os corais cantando a uma só voz era brega, sim, mas fazer o pedido de casamento no lugar onde Kurt e Blaine se conheceram foi excelente e me rendo a isso. Só não entendo o porque de trazer Sebastian e Mercedes sem falas apenas para esse momento. Além disso, achei incoerente a falta do moço do apito, nos Wablers.

Abaixo a promo do episódio 5x02 que promete ser focado em Tina. Esperemos.




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