Review The Legend of Korra 2x01/2x02: Rebel Spirit/ The Southern Lights




Depois de uma ano de espera, eis que A lenda de Korra retorna para uma nova temporada, denominada o livro dos espíritos. Interessante a escolha desse arco, focado na jornada de Korra rumo ao equilíbrio entre os mundos físico e espiritual, pois para quem acompanhou a temporada anterior sabe que o temperamento acelerado dela a impedia não apenas de dominar o ar, pois lhe faltava a paciência necessária para tal, como também de se conectar com  o mundo espiritual. E como no começo do episódio observa-se que a dobra do ar não é mais uma dificuldade, resta apenas buscar o equilíbrio neste sentido.

A trama começa seis meses depois da batalha da avatar contra os anarquistas. Agora, Mako trabalha para a polícia, Bolin continua sua carreira nos campeonatos de pró-drobra, enquanto Asami luta para reerguer a empresa do seu pai, desgastada após a prisão dele. Logo no início, a nova carreira de Mako é destacada com uma cena de perseguição, e aqui percebe-se o quanto a arte da série evoluiu nessas novas temporadas, não apenas pelos traços mais urbanos, mas pela exploração das cenas de batalhas, algo que deixava a desejar em Avatar- A lenda de Ang.

Tendo em vista a celebração aos espíritos que acontece na Tribo da água do Sul, os personagens deixam a Cidade da República em direção a esta. E lá conhecemos Unalaq, o governante da Tribo da Água do Norte e tio de Korra. Este chega ao festival e alerta sobre os ataques dos espíritos a pescadores, e demonstra a intenção de treinar a Avatar em  relação ao mundo espiritual, algo tido como fora de questão por Tenzin (seu treinador na dobra de ar), e por Tonraq, pai de Korra e que mantém um desafeto pelo irmão. Interessante a forma como Unalaq ressalta o afastamento das pessoas em relação aos espíritos, e que até o próprio festival que deveria ser um tributo a estes, se tornou algo comercial e superficial. Quem assistiu a trajetória de Ang nos primeiros livros, sabe o quanto os espíritos eram valorizados naquele enredo, e a interação com estes era fundamental no desenvolvimento da história, como o foi na resolução do ataque a Tribo da Água do Norte, no final da primeira temporada. Com o salto temporal e consequente modernização tecnológica e cultural na trama, a perda dessa conexão com o mundo espiritual se torna muito coerente, além de muito atraente em termos de enredo.

A fúria dos espíritos é sentida quando o acampamento dos garotos é atacado por um destes. Impotentes diante do poder deste ser, as dobras são inúteis, apesar de retardar os avanças do atacante. Mas uma vez ressalto a qualidade da sequência, apesar de não entender como o espírito poderia ser atingido pelas dobras. O único capaz de fazer algo e guiar a entidade é Unalaq. Diante deste fato, Korra decide abandonar seu treinamento e ter o tio como seu novo mentor, que ao meu ver deixa algumas dúvidas em suas verdadeiras intenções. 

O episódio dois continua a desenvolver as tramas iniciadas no anterior, no qual Korra acompanha Unalaq a uma floresta na Tribo da Água do Sul, com o objetivo de abrir um portal dos espíritos. Mais uma vez considerei estranho o fato, de Unalaq incentivar a abertura do portal no solstício, afinal acharia mais natural guiar os espíritos até lá e fechar-lo.  Acompanham os dois, Mako, Bolin , Eska e Desna, filhos estranhos de Unalaq. Desna inclusive lembra muito Mai, namorada de Zukko nos primeiros livros, e que ao que parece será namora de Bolin e responsável por momentos engraçados na temporada. 

Nesta viagem, descobrimos que Tonraq  contribuiu para o desequilíbrio entre os mundos físicos e espiritual, pois 20 anos atrás quando ainda vivia na Tribo de Água do Norte, encurralou um grupo de bárbaros em uma floresta dos espíritos e acabou destruindo a mesma. Algo que gerou  retalhação por partes destes e  a consequente expulsão do pai de Korra da tribo. Revoltada por não saber deste fato, a garota pede que seu pai não continue a viagem com eles. 

Enquanto isso, Tenzin guia sua família rumo ao Templo de Ar do Sul, inclusive seus irmãos não dominadores de ar. Aqui temos a oportunidade de rever Katara velhinha, se despedindo dos filhos antes da viagem. E já no templo, somos levados ao salão das estátuas de todos os avatares, no qual a filha mais velha de Tenzin é guiada a uma estátua estranha sem braços e que de alguma forma está ligada a abertura do portal no pólo sul.



Como era de ser esperar, a abertura do portal só poderia ser feita por Korra. Mais uma vez não entendi o fato dos espíritos serem retidos pelas dobras, mas o que importa é que depois de se desvincilhar deles, o portal finalmente foi aberto, algo evidenciado pelas luzes vindas do sul, título do episódio. Com isso, somos surpreendidos pela chegada de tropas do Norte à Tribo, algo encomendado por Unalaq que revela que existe muito trabalho a ser feito antes que o equilíbrio seja alcançado, reforçando as intenções duvidosas do senhor do Norte.



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