Review American Horror Story 3x02: Boy Parts

"A questão é que nesta vida inteira,..a única coisa que vocês precisam ter medo é de mim."



American Horror Story conseguiu de novo trazer um excelente episódio, e o que impressiona não é apenas a trama envolvente mas a qualidade da série. Tudo é adequadamente encaixado: atuações, sonoplastia, direção, tudo alinhado para gerar um produto de máxima qualidade.  Isso pode ser sentido logo no início desse segundo episódio,  ao trazer Misty utilizando seu dom de ressurgência em crocodilos que se voltam contra seus assassinos. Um sequência digna de filmes. Interessante é que a bruxa não precisa tocar nos corpos para reanima-los, como eu jugava no primeiro episódio.





O acidente envolvendo o ônibus leva a policia até Zoe e Madison. Inicialmente pareceu absurdo a investigação envolver as garotas, mas a ligação entre a morte do estuprador de Madison e o antigo namorado de Zoe foi coerente, ainda mais com a presença desta no hospital momentos antes da morte do rapaz. O destaque dessa sequência foi Jessica Lange que estava possuída sensacional em sua atuação ao manipular os policiais e em confrontar as garotas. A amizade das jovens bruxas começa a soar interessante, e a sobrinha da Júlia Roberts tem mostrado talento no papel. O que eu não gosto é o plot que resulta dessa amizade, em trazer Kyle de volta a vida juntando partes de vários corpos. E não gosto unicamente porque detesto a história do Frankenstein.  O que eu não entendo nisso tudo é como Zoe se apaixonou por um cara com quem ela conversou por quinze minutos, assim como não entendo porque os jovens que estavam no interior do ônibus foram dilacerados,  e o porque das famílias deles não terem feito um velório. A cena envolvendo o feitiço foi confusa devido as distorções, e acho que teria sido melhor não utilizar os efeitos de fumaça. Porém o fato do necrotério ficar abandonado é coerente, pois é assim mesmo que acontece.

O que me motiva no plot de Kyle Frankenstein é a inserção de Misty, que encontra  ele e Zoe e os leva a cabana dos caçadores. Na premiere, aquela aparentava um ar bucólico e doce, mas em seu diálogo com Zoe, percebe-se uma personalidade confusa e solitária. Algo promissor.


Enquanto isso, Fiona descobre por Delphine que quem possui o feitiço da imortalidade é na verdade Marie Laveau que dera a poção para a senhora como forma de vingança por todos os castigos desta para com seus negros escravos. E quão brilhante foi essa vingança, pois além de matar toda a família da inimiga, ainda trancaram-na em um caixão para sentir essa perda pela eternidade. Além disso, descobrimos que o negro que recebera a cabeça de boi, na abertura do primeiro episódio, também está vivo e é óbvio que ele irá querer vingança sobre sua carrasca.

Em um enredo paralelo, estava Cordelia utilizando magia para engravidar, em um cena de sexo com direito a sangue e cobras em cima dos corpos nus. Conforme alertado, esse tipo de magia envolvendo vida tem suas consequências e podemos esperar  algo não convencional para o futuro desse bebê. Mais uma vez, ressalto a qualidade da cena que não chega a ser vulgar, mas que é muito bem construída, não só pelos elementos macabros envolvidos como pela sonoplastia que mistura o feitiço com a música de fundo.

                                       

Mais uma vez, Ryan Murphy nos presenteia com um excelente episódio. A seguir, segue a promo da sequencia que traz Delphine como empregada, Madison kenguando e a presença do negro metade boui metade homem.



0 comentários:

Postar um comentário