Review American Horror Story 3x01: Bitchcraft

"Vocês nunca se tornarão grandes mulheres do nosso clã, ficando sentadas aqui em Hogwarts."





American Horror Story pode ser considerada a série mais aguardada da fall season. Suas excelentes temporadas anteriores somada a intensa divulgação subjetiva indicando o arco central da temporada voltada para bruxaria, só fizeram aguçar a curiosidade dos fãs para essa estreia. O que posso dizer: Ryan Murphy não decepcionou. 




O ponto de partida do piloto é a jovem Zoe Benson, que após quase matar o namorado durante sua primeira relação sexual, descobre fazer parte de uma linhagem de bruxas, porém apenas algumas moças da família desenvolvem habilidades. E como é bom rever Taissa Farmiga. A atriz, que brilhou como a Violet na primeira temporada, não obteve um papel no ano passado pois os produtores não encontraram algo adequado para ela na trama.

Neste contexto, Zoe é enviada para uma escola de moças excecionais em New Orleans, na qual sob a orientação de Cordelia aprenderá a controlar seus poderes. Um detalhe é a pegada meio Glee na escola que soa engraçado. Logo em seu primeiro dia na cidade, Zoe é levada por Madison para uma festa, porém esta acaba sendo estuprada por alguns jogadores de futebol que filmam toda a ação. Acreditava que Zoe seria a responsável por vingar a recém-amiga mas pelo que pareceu ela não tinha poderes para isso. Madison, apesar de irritante me conquistou com esse plot, principalmente por ter se reagido rapidamente derrubando o ônibus com nove jogadores dentro.

                                       


Era óbvio que os personagens de Taissa e Evan Peters iriam repetir a dobradinha romântica da primeira temporada, mas me surpreendeu bastante a morte Kit, vivido pelo ator. Quando foi noticiado que duas pessoas haviam sobrevivido ao acidente, não duvidei que um seria ele, mas me bati palmas lentas para os roteiristas ao perceber que quem sobrevivera fora justo o estuprador de Madison. Zoe fica tão indignada com esse fato que usa seu sexo assassino para matar o rapaz. E isso me incomodou, pois a aparência de menina de Taissa só me faz achar tão errado essas cenas de sexo envolvendo a atriz.

Como não poderia faltar o rosto do show, Jessica Lange dessa vez é Fiona, uma bruxa que  almeja descobrir o segredo da juventude e imortalidade. Interessante este aspecto, pois  utiliza o debate sobre a questão da busca pela beleza, um tema atual e relevante. Além disso, também retorna na trama o aspecto do preconceito contra os negros, materializados por Madame Delphine, uma bruxa torturadora de escravos que passou mais de um século aprisionada em seu caixão. Ao que parece, Fiona pretende descobrir por meio dela o segredo para conservação do corpo. E acredito que será instigante ver a antiga senhora de escravos, em meio a um mundo completamente diferente. Ainda mais levando em conta que uma das jovens bruxas é negra.  Já outro ponto a ser considerado neste núcleo, e a relação fria entre Fiona e Cordelia, na qual subtende-se algum parentesco e evidencia-se uma divergência sobre a didática relacionada a feitiçaria.

Mesmo rapidamente foi mencionado que as bruxas continuam a ser caçadas e mortas, o que gera um clima de insegurança na trama, apesar de nenhum inimigo ter sido destacado. Pelo exposto, subtende-se que as bruxas não possuem poderes comuns, sendo cada uma especialista em algum sentido. A mais interessante é de longe a habilidade de reviver criaturas mortas desenvolvida por Misty. Porém está foi queimada em uma fogueira, e fica a dúvida de que forma ela e o personagem de Evan irão retornar para a trama. 

                                   

Por fim, quero comentar sobre a direção e sonoplastia que estavam alinhadas com todo o enredo. A utilização dos movimentos de câmera com distanciamento e aproximações progressivas funcionou perfeitamente em diversas sequências. Já a sonoplastia estava muito bem introduzida e realçou muitas cenas. Dito isso, o clima de tesão gerado é de que o show tem tudo para acertar mais uma vez. Episódio excelente. Olho para todos os lados e só vejo perfeição. 

0 comentários:

Postar um comentário