Review Dracula 1x01:The Blood Is the Life

“Insaciável. Incorrigível. Inextinguível.”



Há de se concordar que em certo ponto, produções sobre vampiros já se tornaram recorrentes e desgastadas. O modismo crescente dos últimos anos, impulsionado principalmente pela saga Crepúsculo, resultaram em uma releitura do gênero e a espécie passou a ser caracterizada por um sentimentalismo melancólico, seres que brilham na luz no sol com poderes, entre outras coisas. Neste contexto, a proposta do piloto de Dracula surge com algo interessante ao retornar justamente as origens da mitologia, na qual os vampiros eram retratados como seres noturnos impedidos de caminhar no sol, considerados criaturas demoníacas providas de um desejo incontrolável por sangue. Algo alinhado com a tendência anti-herói da atualidade, em que os vilões são valorizados como verdadeiros protagonistas.


A história de Dracula é mundialmente conhecida, sendo este considerado o vampiro mais fodão sanguinário e cruel de toda história, um conde da Transilvânia transformado na idade média e que assombrou a Inglaterra séculos depois. Na série, este trecho é mantido e Alexander Grayson (seu novo nome) é libertado de sua tumba no final do século XIX. O enredo gira em torno de sua motivação de vingança contra a Ordem Draco, responsável por sua prisão e o assassinato de sua amada, cinco séculos atrás. Porém, embora ele possa simplesmente aniquilar seus integrantes, ele decide fazer isso de forma sutil, destruindo a seita por meio de um jogo político-comercial. Esse fato se alinha perfeitamente com o momento vivido pela Inglaterra do final do século XIX, logo após a segunda revolução industrial. O contexto científico também é inserido, e Alexander se motiva a desenvolver uma tecnologia de transmissão de energia elétrica sem fio, uma linha de pesquisa moderna até para os padrões atuais da humanidade.

Os sentimentos pelo seu amor perdido são retratados pela presença de Mina, uma jovem idêntica em aparência ao seu antigo amor, queimada na fogueira no século XIV. Possivelmente ela era uma bruxa e antes de sua morte conjurou algum feitiço que a traria de volta. Supondo. Mina possui um relacionamento com o jornalista Jonathan Harker, retratado como alguém idealista e de bom coração. Além deles, se destacam no elenco, a caçadora integrante da Ordem Lady Jane e a melhor amiga de Mina, Lucy.

Em termos técnicos a série possui uma excelente caracterização. As cenas do baile, a aula na universidade e a ópera estavam impecáveis, e ressaltadas pela apropriada fotografia utilizada. Outro aspecto é o texto inteligente e elegante. Destaque para a referência a história de Jack estripador explicada como assassinatos de um vampiro mascarados pela Ordem Draco.

                   

A perspectiva da temporada é um arco central baseado na vingança de Alexander em uma linha Conde de Monte Cristo ou Emily Thorne, além do seu romance com Mina.  Van Helsing também participa da trama, sendo o responsável pela abertura da tumba de Dracula.





3 comentários:

  1. Mais uma série a ser vista e eu não sei o que faço com o resto da minha vida. Como Drácula é da NBC e tá sendo exibida nas sextas, vou esperar uma renovação pra poder começar. Não quero passar pela mesma agonia que foi torcer pela renovação de Hannibal.

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    1. A julgar pela estréia, Samuell, a série conseguiu melhores números do que Hannibal. Ainda é cedo para prever uma renovação, mas pelo menos ela começou bem em termos de audiência.

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  2. Dracula 101 - Pilot http://migre.me/gqO5v

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