Review Glee 5x02: Tina in the Sky Diamonds


"Eu só achei que por uma vez perdida na vida, eu poderia ser aquela garota.", Tina Cohen-Chang.

extraído de: foreverdearie.tumblr.com/
Glee já tem um histórico de bailes inesquecíveis, e quando eu pensava que não poderiam fazer nada esse ano que superasse o fato de Kurt ter sido escolhido rainha, seguido de Rachel, Ryan Murphy me prova que eu estava errado fazendo deste promo, o melhor dentre os três produzidos pela série. Estava muito empolgado com esse episódio, desde de que o título foi liberado, simplesmente pela promessa de destaque e reconhecimento à personagem mais esquecida e subaproveitada de toda a trama, Tina. E é justamente esse fato que faz da coreana uma das personagens mais amadas da série, pois ela está presente desde o piloto, mas em cinco anos de história teve apenas dois episódios "focados" nela, em que no primeiro passou parte do tempo como Rachel, na hilária troca de corpos do final da terceira temporada. E é justamente se apoiando nessa exclusão que os autores a destacam, ao nos darem a possibilidade de finalmente verem-na brilhar. Doce ilusão, pois essa era apenas mais uma oportunidade de humilha-la e fazer isso recriando a clássica cena do filme Carrie, que por sinal tem seu remake estreiando esse ano, foi genial. Fazer isso utilizando um balde de raspadinha, referenciando a mitologia da série, mais genial ainda. Como não chorar ao ver Tina se retirar do palco em direção a sala do coral? Como não se emocionar com seu discurso ao perceber que não conseguira alcançar o reconhecimento que tanto lutara e nunca tivera na sala do coral, pois sempre esteve no plano de fundo, querendo ir embora daquele lugar? Aqui voltamos a essência de Glee, e a principal mensagem da série. Ali Tina percebe que o coral sempre a apoiará, sempre estarão unidos, e o retorno ao salão daquela anteriormente humilhada, disposta a receber sua coroa foi uma cena formidável. Destaque para Kitty, que além de emprestar-lhe o vestido ainda se recusa a concorrer pela coroa por acreditar que Tina merecia mais, o que ia de encontro aos planos de Bree de eleger uma cheerio rainha. Sério, por que todas as líderes de torcida são do mal? Só espero que esta não entre para o coral, pois isso já está se tornando hábito. Bree inclusive, me lembra muito Santana logo no início da série, não apenas pela aparência, mas pela personalidade atrevida.


extraído de: foreverdearie.tumblr.com/
Como os veteranos parecem ser a aposta dos roteiristas neste início de temporada (os novatos com exceção de Kitty estão bem apagados), temos também Samzinho em mais uma saga amorosa, depois de ter sido dispensado da função de acompanhante para o baile, pois Tina acreditava que ele não a daria muitas chances de vencer. Eu não poderia concordar mais com ela, pois aquele cabelo aliado a seus grandes lábios deixaram-no muito estranho. Com isso, depois de ficar com  Quinn, Santana, Mercedes e Britanny, o próximo passo amoroso do garoto é conquistar a nova enfermeira da escola. E como para ser personagem de Glee tem que ser normal, a dita funcionária além de não conseguir aplicar uma injeção ainda confunde aspirinas com esteroides. Devido a sua incompetência, a garota acaba demitida mas é re-admitida logo em seguida depois que Sam, vencendo seu medo de agulhas, sede sua bunda para uma injeção e prova para Sue que a garota deveria ser mantida no cargo. Sue aliás estava como nunca neste episódio, destilando comentários sobre os mamilos e lábios de Sam, sobre a cheerio negra que ela nunca vira, e sobre o baile que era supostamente o momento mais importante da vida de muitos estudantes. Mas o melhor é o seu agradecimento ao New Directions, por impossivelmente faze-la odiar os Beatles.





Como nem tudo é Ohio, tivemos a presença de Demi Lovato no núcleo NY no papel de Dani, novo par amoroso de Santana. Esta inclusive agora garota propaganda de um produto antifungo vaginal. A interação das duas foi  ótima, as vozes de casaram perfeitamente naquela que pode ser considerada a melhor música do episódio, e ver Santana com medo de um relacionamento com uma real lésbica, saindo de sua zona de conforto foi uma excelente construção. Digo isso, pois é essa a proposta no núcleo, e a mudança de local não representa nada se não for aliada a proposta de situações e conflitos maiores do que os permitidos pelo ambiente escolar. E para os que tanto alardearam o suposto beijo entre as personagens, o que foi mostrado soou no mínimo frustante, pois aquilo não foi nem remotamente um selinho. Como é muito fácil arranjar empregos em NY, Kurt também foi contratado pelo café, reforçando a teoria de que possui um vira-tempo e consegue conciliar suas aulas em Nyada, estágio na Vogue, trabalho no café e ainda dar atenção para o seu noivo. Afinal, ele não se preocupa com o fato que foi justamente sua falta de tempo para o namorado, que fez Blaine pegar o primeiro que o cutucou no facebook. Também tivemos Rachel, apoiando o comercial de Santana e se propondo a pegar papeis pequenos em peças. Mas como estamos em Glee, ela é escolhida para o papel de Funny Brice sem nenhuma justificativa ou como se não tivesse ninguém mais interessado no papel. Sério, por mais que goste de Glee não concordo com essa maneira de conduzir suas tramas, pois dá a entender que na vida sempre temos uma segunda chance de alcançar nossos sonhos, quando na verdade a vida as vezes nos oferece outras opções  ou novos sonhos. Rachel poderia muito bem pegar papeis menores na Brodway,  se aperfeiçoando como atriz, antes de conseguir o papel principal em uma peça renomada, levando em conta que sua maior experiência como artista é o clube do coral.

Obs1: Fazia tempos que não tocavam a música megaevil da Quinn, em sua saga pela coroa do baile.

Obs2: Só agora me dei conta que o Glee Club só tem nove integrantes, e a única adição estudantil ao núcleo Ohio foi Bree.

Sobre as músicas:

Something, Beatles - Sam: acredito que seja o primeiro solo de Sam na série, que diferentemente de Tina, sempre teve destaque, mas ao que parece não possui potencial vocal para sustentar uma música sozinho. Apesar da música ter sido muito adequado ao seu timbre e ao momento de paixonite pela enfermeira, assim como Sue, eu me distrai por diversas vezes devido a combinação dos seus lábios com o cabelo.

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Get Back, Beatles- Rachel e Kurt:  Kurt está me assustando cada vez mais com seus pulinhos e expressões. Apesar disso, a dança de pianos foi inédita na série e me rendo a isso ao destacar a performance que foi muito boa, além de muito bem dirigida e coreografada.

Here comes de Sun, Beatles- Dani e Santana: melhor performance do episódio. As vozes de Naya e Demi combinaram perfeitamente. Além da ambientação em tom vermelho que chamava atenção.

Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club, Beatles- Jake, ryder, Marley e Unique: os novatos fazendo cosplay de power rangers em uma apresentação fraca e que não explorou o potencial explosivo da combinação vocal entre Marley e Unique. Além de que essa foi a apresentação responsável por fazer Sue odiar os Beatles.


Hey Jude, Beatles- Blaine, Kitty, Tina e New Directions: recomposição de Tina para que ela voltasse ao baile. A música muito bem encaixada no contexto fazia impossível não se emocionar com a performance que representa uma desfile da rainha Tina e sua corte. Fiquei impressionado com Kitty cantando em um tom aceitável, além de Blaine com agudos do tipo Justin Timberlake .

extraído de: foreverdearie.tumblr.com/

Let it Be, Beatles- Rachel, Santana, Artie, Tina e Kitty: Encerramento perfeito para o episódio likando os dois núcleos. Além da coreografia , cenário e figurinos projetados para o núcleo Ohio, destaque para direção da cena no núcleo NY com a câmera no teto e seu movimento circular.




Apesar do episódio ter sido excelente, a série sofre mais uma queda de audiência e atinge um dos seus menores índices. Na próxima semana, teremos o episódio tributo a Cory Monteith, encontrado morto em julho após uma overdose de álcool e drogas, um dos episódios mais esperados e que promete emocionar os fãs. Abaixo, segue a promo do episódio, intitulado The Quarterback. No vídeo, podemos ouvir a música Make You Feel My Love, originalmente interpretada por Bob Dylan, mas que será baseada na versão cover de Adele. A música que possui uma letra linda e muito coerente com a perda, será interpretada por Rachel, como pode ser percebido no vídeo.