Review The Legend of Korra 2x05/06: Peacekeepers/ The Sting

"Eu sei que quando se é jovem, é difícil manter a perspectiva."



Mesmo atrasado, não poderia deixar de comentar sobre esses dois episódios de The Legend of Korra, pois eles representam um elemento ausente na temporada: ritmo. Em Peacekeepers e The Sting, a série se desvia de seu arco central e retoma o triângulo amoroso Korra-Mako- Asami, enquanto Bolin é utilizado como alívio cômico em uma trama desnecessária e que não atinge o objetivo pretendido.

Obviamente, o governante da cidade da República não iria entrar na guerra iniciada tão de imediato, sendo muito sensato ao decidir agir como mediador entres as tribos da água, ao invés de se envolver. O jogo político sempre foi um dos fatores muito presentes em Avatar, e é colocado adequadamente aqui. Neste contexto, o ataque a cidade com bombas acionadas por um digivice controle remoto, apesar de parecer responsabilidade da Tribo da Água do Norte, evidencia que alguém estaria orquestrando a nova guerra. E o grande destaque dessa revelação é Varrick, aparentemente inofensivo, ser essa mente. Seus motivos obviamente são lucrar com as compras de guerra necessárias para manter o conflito. Observa-se que ele fora o responsável pelas explosões no centro da cidade, pelo roubo dos navios e do armazém da empresa de Asami. Uma manobra com a intenção de assumir o controle da falida organização.


Sem o apoio do governo, Korra decide pedir ajuda a Iroh, mas este se vê impedido quando descoberto pelo presidente. Concordo que Mako agira deslealmente ao revelar a intenção da namorada, pois mesmo sendo um oficial da lei, os planos da garota não iam de encontro a sua moral como policial. Diante disso, o fim do relacionamento era inevitável, porém é desnecessário recolocar Asami nesse contexto, recriando esse dilema amoroso.

Enquanto isso, Bolin se torna um astro do cinema, ao ser escalado para o filme que representa a guerra entre as tribos da água. A intenção de ser engraçado não convenceu, e teria sido melhor deixá-lo em sua parceria com Naga e Pabu que teria funcionado melhor. Diferentemente do que acontece com Tenzin e seu filho, pois o arco de ensinar lêmures atingiu o objetivo de ser divertido.

                                          

Por fim, a única possibilidade de Korra é pedir ajuda ao Senhor do Fogo. Torci para que ela completasse o objetivo apenas por curiosidade em relação a este, porém ela é impedida ao ser confrontada por Desna e Eska, seguida pelo ataque do espírito que a deixa desmemoriada. A sequência de luta no mar entre eles, assim como a perseguição de Mako e Asami em alto mar, tinham potencial para grandes efeitos de batalha, mas não foi devidamente aproveitada.

Enfim, percebe-se que mesmo na metade da temporada o avanço no arco central relacionado aos espíritos e sobre a guerra mundial é limitado. Nos próximos episódios, será revelada a origem do primeiro Avatar.


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