Review The Legend of Korra 2x07/08: Beginnings

"Ele não pode destruir a luz, assim como eu não posso destruir a escuridão. Um não pode existir sem o outro. Mesmo que eu elimine Vaatu neste combate, a escuridão irá crescer no meu interior até que ele emerja denovo."




Após o ataque do espírito, Korra é encontrada sem memória pelos por sábios do fogo. Esse estado é decorrente de uma espécie de envenenamento espiritual, algo que só poderia ser vencido fazendo a jovem se reconectar com suas vidas passadas. Neste contexto, a proposta de Beginnings é extremamente interessante, trazendo ao enredo a história envolvendo o nascimento do primeiro Avatar e os motivos pelos quais este é a ponte entre os dois mundos. Além disso, o episódio também abre um arco devido à aproximação da convergência harmônica, a batalha entre os espíritos Vaatu e Raava. Apesar da trama ter sido bem construída e ainda abrir essa possibilidade, discordo de terem sido direcionados dois episódios para a narrativa que poderia ter sido resumida em apenas um.


Sendo assim, somos levados a dez mil atrás na história das civilizações, quando estas sequer existiam e as pessoas moravam nos cascos de leões-tartaruga capazes de fornecer as pessoas o poder dos elementos, provando que estas eram capazes de dominação muito antes dos espíritos empurrar e puxar, dos bisões, das toupeiras cavadoras ou os soldados do sul. Não diferentemente de hoje, existiam governantes mesquinhos e a maioria da população vivia na miséria. Nesse contexto,  encontrava-se Wan, um jovem ladrão que ousara enganar o leão tartaruga ao adquirir a dominação de fogo para roubar. Wan inclusive lembra levemente Ang e seu jeito esperto. Ele acaba sendo banido para a floresta dos espíritos tendo como única proteção a dominação roubada. Mas ao invés de morto pelos habitantes do lugar, acaba conseguindo a confiança destes, e passados alguns anos se lança em uma busca por outras cidades.

Em sua jornada, Wan acaba interrompendo a luta entre Vaatu e Raava, espíritos opostos em personalidade, cuja batalha representa o equilíbrio do universo em termos de bem ou mal. Com Vaato livre, o caos e destruição se espalham pelo mundo e para corrigir seu erro, Wan se dispõe a dominar outros elementos, um feito conseguido apenas se Raava entrasse em seu corpo. De dez em dez mil anos, Vaatu e Raava se confrontam pelo governo do mundo, em uma batalha denominada convergência harmônica. Com a ajuda de Wan, Raava consegue não apenas vencer seu inimigo como trancá-lo, levar os espíritos de volta ao mundo espiritual e fechar os portais anteriormente abertos entre os dois mundos.

A única incoerência na história é a recusa dos leões-tartaruga em ceder dominação depois do acontecido, deixando os homens livres a sua própria sorte. Os animais simplesmente desaparecem na história da civilização. Apesar disso, mostrando a corruptível natureza humana, a guerra entre os homens continua, e Wan morre sem alcançar a paz em seu mundo. Como Raava era um espírito e precisava de um corpo para sobreviver, muito coerente seu ciclo de reencarnações com a proposta de preservar o equilíbrio entre os mundos físico e espiritual.

                                     


Toda essa viagem ao passado serve não apenas para que Korra recupere suas memórias, como também evidencia o erro que ela cometera ao abrir o portal no Pólo Sul. Além de que uma Convergência Harmônica está próxima, e Raava, agora no corpo de Korra, terá que enfrentar seu grande inimigo outra vez. Resta saber, qual o motivo para que Unalaq queira tanto a abertura dos portais até este momento.

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