Review Masters of Sex 1x01: Pilot

"Eu acho que mulheres frequentemente confundem amor com atração física....sim, mulheres geralmente pensam que amor e sexo são a mesma coisa, mas eles não tem que ser, não precisam acontecer juntos."

                                     

Deliciosamente envolvente. De todas as estreias da fall season, Master of Sex figura como a melhor até o momento. No contexto social em que vivemos, discutir sobre sexo não é um assunto difícil, mas é fazer isso de forma elaborada que enaltece a série. Grande parte dessa percepção decorre da contextualização, ambientada em 1956, uma época em que explorar o assunto era considerado tabu. 

Em Master of Sex não existe um grande vilão ou um plano maligno a ser vencido, e o arco central da temporada se baseia nos estudos do ginecologista William Masters sobre as reações envolvidas no corpo humano durante o ato sexual. Em primeiro momento, William não convence como protagonista  devido a sua personalidade fria, apática e inexpressiva. Mas é a interação com sua nova assistente Virginia, de personalidade completamente oposta, que faz a relação dos dois se tornar interessante. Virginia representa tudo o que a mulher moderna é. Divorciada, mãe de dois filhos e talvez devido a esses fatos, Virgina não tem medo de fazer sexo para o seu próprio prazer, de revidar quando agredida ou de conseguir um diploma, mesmo diante do preconceito. E é essa sua personalidade moderna que a fazem a melhor personagem da série.

Em uma linha contrária a personalidade de Virginia, temos Libby Masters, esposa de William. Esta é a típica mulher dos anos 50, aquela que vive em função do marido e que aceita dormir em camas separadas e fazer sexo na posição mais indicada para engravidar, mesmo que não tenha o menor prazer. Libby inclusive assume completamente a culpa por não conseguir engravidar, desconsiderando o fato de que talvez o seu marido é que seja estéril. A relação dos dois é distante, e percebe-se que William tenta preservar uma imagem poética da mulher, separando sexo do amor. 

O assistente de William é de longe o personagem mais irritante. Fascinado depois de ficar com Virginia, ele soa um nerd desesperado por sexo ao perseguir e agredir-la depois de ficar com ela por duas vezes. Além dele, temos como coadjuvantes, as cobaias dos experimentos desenvolvidos: a enfermeira Jane e o Dr. Austin, primeiro casal observado e analisado com os eletrodos, e Betty, a prostituta lésbica, primeira alternativa do Dr. William quando não possuía o investimento para sua pesquisa.

                                

Depois de mostrar para o diretor do hospital o potencial revolucionário da pesquisa, Willian consegue o apoio da instituição, e como gancho para o próximo episódio, ficamos com a proposta do médico para Virginia de que em certo ponto do trabalho, eles terão que participar dos experimentos. E por participar significa interagir sexualmente com as cobaias. Obviamente, Virginia não imaginava que isto estaria presente no emprego e pede um tempo para pensar. A justificativa é simples e científica e se baseia no fato de que o  observar altera o comportamento do experimento, além do fato que durante o ato sexual as pessoas costumam fingir reações como o orgasmo.

Devido ao seu próprio tema, a série não foge às cenas de nudez, porém faz isso com caráter mais sugestivo do que pornográfico. O interessante  são os dilemas comportamentais, que para a sociedade moderna podem parecer simples, mas que no contexto se tornam intrigantes. É justamente em sua capacidade de debater o tema de forma complexa e do ponto de vista científico, mas sem a vulgaridade vista atualmente, que a série se destaca. Baseada em fatos reais, e os estudos realmente aconteceram. William faleceu em 2001 e Virginia em julho deste ano.

Um comentário:

  1. A emissora americana Showtime, conhecida por ser mais liberal nas suas séries e chegou a exibir The L Word, traz uma nova série exclusivamente sobre sexo e nada mais do que isso. A excelente série de Masters of Sex é definido na década de 1950 e 1960 e é uma grande televisão proposta na pesquisa sobre a sexualidade humana e da relação desses cientistas, William Masters e Virginia Johnson. Foi lançado em 2013 e está atualmente em sua quarta temporada terá 12 episódios que não pode perder. Tem sido dito que a série vai durar seis temporadas para que os fãs ainda têm muito para desfrutar.

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