Review The Originals 1x03: Tangled in Blue

"Cada um de nós tem o seu papel."




Ainda é cedo para julgar, mas The Originals parece finalmente encontrar um tom, algo não muito distante do de The Vampire Diaries, mas capaz de prender a atenção do telespectador. Além disso, Tangled in Blue me fez concluir que Klaus só está nesse conflito por um único motivo: passar o tempo. Afinal, ele é um vampiro de três mil anos de idade e deve se ver entediado de vez em quando. Digo isso, pois prefiro acreditar nessa teoria a pensar que ele simplesmente obedece às regras de Marcel por medo, quando este descaradamente se recusa a devolver Elijah. Afinal, ele poderia muito bem matar todo mundo na cidade e acabar logo com a série.

A própria situação construída passa a se justificar de forma coerente e se mostrar realmente intrincada. E a razão para isso é a inserção do elemento Davina, que se tivesse presente desde o piloto talvez não gerasse tantas críticas em torno do spin-off. A bruxa que se apresenta capaz de descobrir uma forma de matar um original é o fator da balança que decide a vitória entre os clãs de bruxas, vampiros e originais. Marcel possui uma influência sobre ela  que o faz poder controlar o  coven local, e ao que parece eles estão conectados a ponto das bruxas não o quererem morto. Estas provavelmente almejam ter Davina ao seu lado, algo que as colocariam em situação superior a dos vampiros. E visualizando esse panorama, Klaus ambiciona descobrir e controlar esse poder, independente de sua aliança com as feiticeiras. Enfim, uma guerra com três linhas de frente e Davina no centro do campo de batalha. O plot envolvendo a bruxa parece promissor e espero uma explicação coerente para a fonte de tanto poder, dada a sua aparência jovem.


Mesmo sem o elemento escolar, Julie Plec não se vê impedida de criar clássicas festas em todos os episódios. Apesar do casarão velho destoante, as roupas estavam impecáveis provando que a produção gosta de coisas de época. Além disso, a trilha sonora estava excelente, superando inclusive a de TVD.  Neste contexto, o destaque ficou por conta de Camille que inicialmente parecia uma personagem interessante, mas conseguiram destruí-la em vinte minutos. Não dá para entender o seu surto de sentimentos por Marcel e desapontamento por ele tê-la deixado no salão para resolver, da perspectiva dela, problemas relacionados à festa na qual ele era anfitrião. Seu próprio drama de menina com problemas de confiança não convenceu, lembrando muito o mimimi de Elena. Até sua aproximação com Klaus, interessante desde o piloto, é descartada quando este simplesmente a manipula em direção aos braços do inimigo. Essa situação dela ficar sendo compelida também é incômoda na série, e a fazem parecer boba.

Todo o plano B envolvendo a tentativa de localização de Elijah é absurdo. A separação de Thierry e Katie para que esta conjurasse um feitiço, encobrindo o feito por Sophie  não tem lógica, pois eles poderiam ligar e pedir para Bonnie ou qualquer bruxa  fora da cidade realizar o feitiço. A própria Sophie poderia sair de New Orleans com esse propósito,  fazendo-o em algum lugar fora do alcance de Davina. Aliás, Sophie se demonstra hipócrita ao sacrificar a “irmã” apenas com essa justificativa. Apesar disso, a sequência com Katie possuída  derrubando a vampirada toda e quase matando Marcel foi muito boa, e o quanto eu torci para que ela completasse o serviço. Como eu fiz questão de citar, o plano B era absurdo, e a narrativa teria sido um fiasco se não fosse à intenção de Klaus de concluí-lo matando Katie e ganhando a confiança de Marcel a ponto deste querer devolver Elijah. E percebendo que o original orquestrara tudo e manipulara todos é que o episódio se torna inteligente.


Por fim, temos Rebekah indignada por ter sido enganada, mais uma vez. Sério, porque ela ainda se importa em reclamar? Davina se recusando a devolver Elijah e subentendendo que ela não é controlada por Marcel. E temos Hayley finalmente percebendo que sua gravidez não será fácil ao ser testemunha do surto da bruxa avulsa ao tentar descobrir o sexo do bebê. Nada mais coerente afinal o filho que ela carrega representa um desequilíbrio da natureza, pois sua origem vampira fere as regras estabelecidas. Se a gestação for continuada, acredito que ela não chegue sobreviver e talvez nem a criança. Mesmo sendo utilizado como narrador ainda sinto falta da presença de Elijah para criar um ponto de equilíbrio na relação conturbada entre seus irmãos, além de sua dobradinha com Hayley. Espero que ele retorne logo a trama.

Ao que parece, no próximo episódio, Davina irá demonstrar seu poder.


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