Review The Originals 1x04: Girl in New Orleans

"O mundo não é ruim. As pessoas não são ruins. Eles querem ser bons. Alguma coisa os faz maus. Alguma coisas os derruba, os fazem adormecer. "



Das histórias de vampiros é comum a características destes de serem criaturas sedutoras e se valerem dessa capacidade ao atrair suas vítimas. Porém, Julie Plec resolveu ir além em suas tramas e acrescentar ao currículo a habilidade de compelir seres humanos. Confesso que esse recurso narrativo me incomoda desde a primeira temporada de The Vampire Diaries, simplesmente por deixar as pessoas com aspecto bobo e sem personalidade. Em Girl in New Orleans esse fato é usado demasiadamente e teria destruído a personagem de Leah Pipes, se sua utilização  não levasse a um dos arcos mais promissores da temporada: o massacre da igreja.

Camille é sem dúvida uma personagem intrigante desde o piloto quando apenas apareceu com seu tom enigmático, sugerindo um possível envolvimento com Klaus. Infelizmente a constante manipulação diante do plano do original tendeu por anular essa característica, algo auxilado com a sugestão de que ela escondia um trauma em seu passado que parecia ser decorrente de um relacionamento amoroso fracassado. Porém, neste episódio ela surge como a garota de New Orleans revelando sua insegurança e medos, justificados pelos homicídios cometidos pelo seu irmão gêmeo em uma igreja local, seguido do suicídio deste. É óbvio como a culpa lhe consome, pois é difícil entender como alguém que ela conhecera a vida toda fora capaz de tal brutalidade. Ao mesmo tempo, ela ambiciona encontrar respostas que a permitam conseguir dormir sem imaginar essa tragédia.

Klaus surge neste contexto e a dinâmica dele com a bartender funciona muito bem. Não nos moldes Klaroline, mas convence como casal. E é interessante que se por um lado ele mal se preocupa com Hayley, por outro ele se vê motivado a proteger Camille ao mesmo passo em que a utiliza. Razão disso, é que ele a deixa consciente de sua manipulação, o que a faz imaginar que possivelmente o irmão dela também estivesse compelido a agir com violência na igreja. A cena em que ele apaga suas memórias possui uma carga dramática intensa, sendo notório o quanto os dois atores estavam envolvidos. A recusa da moça de ter suas lembranças apagadas se apresenta extremamente coerente, pois aquilo era tudo ela possuía. Agora, torço que ela seja transformada em vampira o mais rápido possível para recuperar as memórias perdidas, e seguir adiante na descoberta da verdade.

Com festas acontecendo em todos os episódios, Davina cansou de ficar na igreja vigiando o caixão e resolveu reencontrar seu grande amor de infância. A trama envolvendo a garota teria até funcionado se não fosse pela fraquíssima atuação da atriz, muito parecida em aparência com a talentosíssima Ísis Valverde. Além disso, seu combate com Klaus no qual ela destrói as janelas da igreja foi, no mínimo, frustrante, pois a sequência tinha maior potencial. Apesar disso, a cena em que Tim faz uma serenata para a bruxinha utilizando seu violino foi bastante cativante e delicada, principalmente por contextualizar o desabafo de Camille para Klaus.

Em um plot paralelo, Hayley é levada para uma armadilha por uma das bruxas locais, pois estas finalmente se deram conta que da barriga da loba não vai sair boa coisa. O interessante dessa sequência é que Hayley mostra que a gravidez não a impede de derrubar seus perseguidores, além de gerar uma interação muito bacana com Rebekah. Já disse o quanto gosto da amizade das duas.

                                  


Como desdobramentos, o episódio além de gerar uma tensão entre Marcel e Davina com o fato desta dever um favor a Klaus, também abre novos arcos como o mistério do massacre da igreja, a presença de lobisomens nos arredores da cidade, a chegada do padre misterioso, e a evolução da gravidez de Hayley que agora se vê curada de seus ferimentos devido ao sangue vampiro em seu útero. Além disso, finalmente Elijah está de volta para tentar estabelecer a paz entre vampiros e bruxas, apesar de ser óbvio que ele não vai conseguir. Na próxima semana, teremos Sinners and Saints.


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