Review The Tomorrow Peaple 1x01:Pilot

"Não acredite em tudo o que vê. A verdade é que só há uma pessoa em quem você pode confiar: você."



Antes de mais nada, confesso que sou grande fã de tramas sobre superpoderes. E por esse fato, aguardei com grande ansiedade a estreia de The Tomorrow Peaple. Admito que seja difícil inovar no gênero, especialmente quando temos algo com X-men que sempre abordou de forma excepcional esse tipo de enredo. Talvez devido a esse fato não tenha me empolgado ao assistir o episódio piloto, pois o mesmo não foge a todos os clichês dessas histórias. O típico underdog  que tem sua vida rapidamente modificada quando descobre seus superpoderes, a agência que elimina pessoas com habilidades especiais, enfim tudo muito óbvio e previsível. A única inovação da trama é fazer todos os mutantes possuírem apenas três tipos de poder: telecinésia, telepatia e teletransporte, porém isso restringe o enredo, e acredito que seria muito mais interessante a diversificação das habilidades.

A história gira em torno do jovem Stephen Jamerson, um adolescente abandonado pelo pai quando tinha oito anos, e que vive com a mãe e o irmão. O jovem diagnosticado com um distúrbio de sono que o faz acordar em lugares diferentes,  sofre devido aos efeitos da medicação e o bullyng na escola. Tudo muda quando ele conhece John, Cara e Russell. Estes lhe explicam que ele não possui nenhuma doença, e os eventos estranhos que acontecem com ele são decorrentes do desenvolvimento de suas habilidades. Como todo herói, Stephen se nega a aceitar a nova realidade. E eu me pergunto o porquê. Me irrita isso dos personagens de não acharem legal terem superpoderes. Seguindo a linha dos clichês, Stephen é mais que um mutante, ele é especial. E mais uma vez me irritou a teoria de que ele viria para salvar toda a raça do amanhã. E para fazer isso, ele precisa encontrar seu pai, que liderava uma batalha com a Ultra, anos atrás.

Ultra é a organização que objetiva eliminar The Tomorrow Peaple. Por mais que a organização seja colocada como uma vilã, do ponto de vista humano, acho coerente sua existência apesar de não concordar com suas práticas. Se essas pessoas com habilidades diferenciadas representam a próxima escala da evolução, isso significa uma ameaça para a raça humana. E conforme demonstrado no episódio quando Stephen agride o jovem que rouba seus remédios,  esses seres representam um perigo quando não conseguem controlar suas habilidades. Absurdo é o fato da Ultra utilizar os próprios mutantes no controle e eliminação da espécie, mas acredito que isso venha de ameaças às famílias destes conforme ficou velado com Stephen. Destaque para o Dr. Jedikiah Price, interpretado pelo eterno Lúcifer de Supernatural, o ator Mark Pellegrino. Só a presença dele já me motiva a dar mais uma chance para a série.

Na sequência final, temos o sequestro de Stephan e seu resgate. Como o garoto é especial, ele consegue usar seus poderes mesmo quando o prédio bloqueia as habilidades dos demais, além de conseguir parar o tempo.
                                  

A única coisa que me surpreendeu foi o fato de Stephan aceitar trabalhar para a Ultra, ao invés de passar toda a temporada em um jogo de gato e rato com a organização, algo que seria desgastante e desnecessário. As razões para isso só podem ter relação com a morte do seu pai, irmão do Dr.Price, além de proteger sua família.

Diante disso, a série tem potencial desde que saia da sua zona de conforto e traga algo diferente do que já estamos acostumados para o trama. Explorar a perspectiva de parar o tempo seria uma alternativa. Apesar disso, a série tem tudo para dar certo, pois além de possuir o mesmo público de Arrow, ainda é exibida sequência com a grande sensação da CW. A seguir, a promo do próximo episódio, intitulado In Too Deep.

Obs1: Luke é possivelmente filho do Dr. Price, mesmo assim este não exitou em atirar.

Obs2: Muito legal a relação de Stephan com Astrid



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