Review The Tomorrow Peaple 1x02: In Too Deep


"Nós não somos super heróis. Nós somos uma espécie caçada tentando sobreviver. E nós iremos sobreviver."


Pelo visto, The Tomorrow Pealple não almeja sair da zona de conforto na qual a trama se contextualiza, porém  InToo Deep  gera uma situação delicada mesmo que não muito intricada para a estrutura da série. Stephen trabalha para a UIltra como um agente duplo, protegendo seus companheiros ao passo que tenta descobrir o que acontecera com com seu pai. Do outro lado Price tem conhecimento dessa realidade e deseja utilizar o garoto para eliminar os outros de sua espécie. Apesar desse jogo de manipulações, tendo em vista que ambos possuem recursos telepáticos, seria muito mais vantajoso utiliza-los para conseguir essas informações do que estabelecer essa situação. 

Aliás, essa batalha de mentes é um dos pontos desse episódio, que retrata o treinamento de Stephen e o coloca diante  da possibilidade de que seus pensamentos sejam invadidos. Estranho é o fato do garoto que acabara de descobrir seus poderes conseguir se esquivar diante das habilidades de outros mais treinados do que este. A sorte é que assim como as paredes da Ultra bloqueiam as habilidades das pessoas do amanhã, a utilização de tecnologias baseadas no mesmo material também  protege de ataques mentais, apesar de não bloquear os poderes de quem a utiliza, algo no mínimo incoerente. Como o é o fato de no interior do edifício, mais especificamente na sala de interrogatório, eles conseguirem utilizar suas habilidades, quando mencionou-se no primeiro episódio que isso não seria possível naquele interior.

O foco do episódio é Kurt, um garoto que utiliza seus poderes para assaltar bancos. Não dá para entender por que ele manipula o guarda para realizar a ação, quando ele poderia simplesmente se teletransportar para o interior do cofre e roubar sutilmente quanto ele quisesse. E foram as ações dele que me convenceram o quão necessária é a presença da Ultra neste contexto, pois se as pessoas possuíssem tais habilidades, seria necessária alguma organização no sentido de contê-las. O que incomoda é o poder desta de assassinar sem a menor prudência, ou sem ser responsabilizada. Afinal, são pessoas e alguém reivindicaria  isso.  O que também é questionável é a motivação dos soldados com habilidades especiais para servir a Ultra, mesmo com aqueles de sua espécie sendo eliminados diante deles, não se dando conta de que algum momento aqueles que agora servem de algozes serão também descartados. Stephen, dentro desse contexto, deveria abandonar o local imediatamente, como ele objetivara fazer se não fosse o argumento de que é necessário ter alguém no dentro da corporação.

O triângulo amoroso entre Stephen, Cara e John começa a se desenhar com a aproximação dos dois primeiros. Cara inclusive  ganha um passado delinquente e uma irmã esquecida que deverão retornar a trama em algum ponto. Interessante é o seu relacionamento com John que me fez ganhar simpatia pelo casal.

Um núcleo pouco explorado mas que ao mesmo tempo é muito simpático é o ambiente familiar de Stephen. O passado sofrido de Marla ao ser abandonada pelo homem que amava, e o carisma emanado por Luca e Astrid me faz desejar que a série explore mais este espaço.
                                           
    

Em termos de aspectos técnicos, percebe-se o quanto a série melhorou suja sonoplastia apesar de faltar espaço para as músicas, que ao meu ver seriam bastante adequadas para uma série jovem. Além disso, a direção estava alinhada, com destaque para a sequência de perseguição à Kurt no interior do prédio. Um detalhe é o aspecto da CW de explorar o fator pele dos meninos da série, algo recorrente em In Too Deep. No próximo episódio, ao que parece Cara estará nas mãos da Ultra.




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