Review The Vampire Diaries 1x03: Original Sin


"E não deixarei que a ideia  de alguém sobre o destino me impeça de amar você ou de estar com você ou construir um futuro com você porque você é a minha vida."



The Vampire Diaries há muito tempo não conseguia prender minha atenção com suas tramas, mas Original Sin além de ter uma boa narrativa, ainda me fez lembrar as excepcionais primeiras temporadas do show e seus episódios elaborados. O enredo acelerado, as reviravoltas, os assassinatos, tudo está lá, só que dessa fez de forma ritmada, mesmo com uma certa incoerência em certos pontos. Talvez o grande trufo desse episódio tenha sido a falsa ilusão de que Stefan estripador estaria de volta, algo já desgastado dentro da mitologia da série. Por isso, o fato da trama caminhar em uma direção totalmente contrária, se propondo a explicar e avançar na também desgastada história de Silas é no que episódio conseguiu acertar.

Já estava mais do que na hora de trazer Qetsiyah para a cena, ressaltando mais uma vez o erro cometido por Bonnie ao derrubar o véu. Permitir que a bruxa apresentasse sua versão da história serviu para mostrar o quanto Silas é um filho da p..  mal caráter além de burro. Como ele não teve medo da vingança de uma bruxa poderosa o suficiente para conjurar um feitiço da imortalidade? Afinal, ele acreditou mesmo que após a humilhação sofrida por esta ao ser manipulada, enganada, traída e abandonada no altar, ela não usaria suas habilidades contra ele e sua amada? Matar Amara, além de ser coerente com a vingança ao destruir aquilo que Silas mais amava foi necessário, afinal Nina Dobrev já anda bastante sobrecarregada em ter dois papéis e contracenar consigo mesma. O que é incompreensível é a segunda parte desse acerto de contas, pois Qetsiyah tranca Silas em uma tumba junto com a cura para imortalidade, e se lança no purgatório criado por ela para seres sobrenaturais, na esperança de que ele fosse encontra-la do outro lado. Por que ela desejaria passar a eternidade com o homem que tanto a machucara? É difícil entender essa motivação, mesmo que os roteiristas não tenham suavizado sua personalidade ao taxa-la de controladora, paranóica e louca.




Dentro dessa proposta, houve espaço para os flashbacks de dois mil anos atrás, e para mais explicações sobre mitologia da série, porém o texto começa a entrar em contradições ou deixar a trama, no mínimo confusa. Qtetsiyah afirma que Silas é poderoso ao ponto de controlar mentes devido a grande quantidade de sangue que ele ingeriu ao longo deste tempo. Porém, ele não estava na tumba petrificado esse período todo? O feitiço da imortalidade também transformara o homem em vampiro ao faze-lo necessitar de sangue para sobreviver? Qtesiyah afirma que as versões de Silas e Amara, se apaixonaram ao longo dos séculos, assim como acontecera com Elena e Stefan. Porém, na segunda temporada , era sabido que Katherine fora a primeira doppelganger da Petrova original, então como existiram outras versões dela? Ou Klaus estava enganado ou Qtesiyah estava mentindo para Damon ao fazer aquela afirmação com o simples intuito de fazê-lo abandonar seu irmão. 

Outro bom aspecto é que não houve mimimi conflitos dramáticos entre Elena e Damon. E existia potencial para isso, pois a garota passou o verão sonhando com o ex-namorado. Mas percebe-se que o problema todo é Elena, pois Damon mesmo desconfortável com a situação piorada pelas insinuações de Katherine, não se deixou levar, agindo de forma madura. Ele coloca sua insegurança com uma conversa, e reforça que não importa o que o universo ou o destino argumentem, ele a ama.

Os pressentimentos de Elena, assim como o sonho compartilhado com sua doppelganger, se encaixam como elementos plantados por Qtetsiah. Mas mais uma vez me questionei porque se ela sabia da localização de Stefan e precisava dele para seu feitiço, porque esperou tanto para agir e porque fazer isso sutilmente se poderia simplesmente mandar alguém coletar o corpo ao invés de agir subjetivamente na mente da vampira. O feitiço que bloqueia o controle mental de Silas, mais do que limita o seu poder, faz com que este perca o seu maior diferencial como vilão. E como consequência, agora deixa seu doppelganger sem memória, para que ele empate ainda mais o romance do irmão e sua ex-namorada.

A perseguição de Katherine já perdeu o fôlego, afinal são três semanas com ela passando de mão em mão, agora com Nadya. Se Silas consegue penetrar na mente das pessoas, como ele não visualizou que a viajante estava mentindo ao matar Gregor e não era sua aliada? Pelo menos, os roteiristas tiveram a dignidade de explicar o porquê de Silas querer Katherine, pois o sangue desta contém a cura que ele e Qtetsiah tanto almejam possuir. 

A trama dos viajantes se alinha com Matt, dando finalmente vida ao rapaz na série. É incrível como o personagem, na grade regular desde o piloto, teve poucas oportunidades de se destacar e mesmo assim não tenha morrido. Talvez por isso ele é um dos poucos que ainda consegue me fazer importar com suas tramas, assim como aconteceu em seu sutil flerte com Rebekah na temporada passada. A de se convir o quanto os demais estão desgastados, e o fato de Caroline, Bonnie e Jeremy não terem aparecido em Original Sin serve para descansar um pouco suas imagens. A trama de Matt ao se ver possuído por um bruxo recentemente morto é promissora, e por isso ressalto o quanto não desejo que ele seja morto neste arco.
                                     

Como sempre The Vampire Diaries se destaca em sua trilha sonora, muito bem escolhida. Em termos de audiência, a série alcança bons números e o episódio atinge uma marca não conseguida desde a metade da quarta temporada.




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