Review The Vampire Diaries 5x04: From Whom the Bell Tolls

"Porque sem todas as memórias, talvez você não se machuque tanto."



Dado o histórico de mortes em sua trama, The Vampire Diaries frequentemente encontra uma forma de referenciar seus personagens perdidos, seja por meio de memoriais, fantasmas ou derrubadas do véu com o outro lado. From Whom the Bell Tolls é uma dessas situações, em que um feriado local, uma espécie de dia dos finados, leva todos a lembrar de seus amados perdidos ao mesmo tempo em que precisam encarar a descoberta da morte de Bonnie. Paralelamente na busca de  Stefan por lembranças, somos levados a reviver de uma forma sutil e delicada toda mitologia da série, fazendo os personagens reconhecer os quão distantes eles estão de quem eram há cinco anos.

Tudo indicava que a perda de memória de Stefan resultaria em reviravoltas no já desgastado triângulo amoroso que sustenta a trama. A questão é que depois de cinco anos, esse arco narrativo não convence mais e seria muito mais adequado fazer o estripador seguir adiante talvez com Caroline. Felizmente, a trama foi em outra direção levando Elena a refazer o seu primeiro encontro com o vampiro e encontra-lo na ponte onde ele a salvara antes de se conhecerem. Essa interação dos dois se contextualizou de uma forma muito bonita, lembrando parte dos melhores momentos do casal. Era inegável o quão Stefan estava mais leve, liberto de toda a culpa e remorso que sempre carregou e seria melhor para ele seguir adiante sem essas lembranças. Quantas vezes não desejamos esquecer coisas que nos fizeram sofrer e que retornam sempre que estamos vulneráveis? Esse é o caso dele. Suas recordações pelas mortes que causara sempre o atormentaram, de forma que na tentativa de desligar esse sentimento por vezes ele se deixara guiar pela sua sede de sangue, gerando mais mortes e caos. Um ciclo vicioso de morte, sangue e culpa.


O arco é concluído de uma forma muito adulta ao fazer Elena confessar que sente gratidão e amizade pelo ex-namorado por tudo o que eles já viveram juntos, porém é a Damon quem ela realmente ama. Caroline surge neste contexto, para evitar que Stefan retorne ao ciclo  citado, trazendo de volta a bonita amizade entre os dois. É incrível como eles funcionam bem juntos.

Enquanto isso, todos esperavam por Bonnie para trazer as memórias de Stefan de volta. Em quatro anos de série, a bruxa sempre foi o recurso utilizado para consertar tudo o que dava errado, seja localizando pessoas ou trazendo-as dos mortos. Aqui, pela primeira vez todos se vêem sem essa alternativa, pois apesar de ninguém saber ela estava morta e impedida de praticar magia. Sem ter como fugir da verdade, Jeremy é forçado a explicar o que acontecera com ela. A cena envolvendo seu funeral foi até cativante, mas como eu disse o recurso morte já está desgastado dentro do show, de forma que não nos prende mais com tanta intensidade. Apesar disso, Nina Dobrev mais uma vez surpreende com sua capacidade para cenas dramáticas, mostrando o quanto é talentosa.  Já Damon em um gesto de bondade, abraça Jeremy ao perceber o quanto ele estava sofrendo com essa perda e não podia contar a todos.
                     
Em menor destaque, Matt tenta entender as estranhas experiências que sua mente não consegue recordar. Em uma espécie de Big Brother particular, ele é levado a concluir que possui um passageiro sombrio que o controla em certos momentos. Uma história meio o médico e o mostro. Sinceramente gosto do plot, principalmente por dar destaque ao rapaz e pelo fato de Bonnie não está aqui para exorcizá-lo, então eles terão que encontrar uma outra forma de libertar o garoto.


Por fim, temos o professor Maxfield transformando Jesse em vampiro, o que certamente define a morte do garoto na série, principalmente agora que sua interação com Caroline encara o retorno de Tyler. Não se sabe ao certo a intenção do magistrado, mas seria interessante uma abordagem científica do vampirismo, algo permitido dentro do ambiente universitário e tendo em vista seus conhecimentos.                     


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