Review Agents of Shield 1x06/1x07: F.Z.Z.T./ The Hub




A grande recuperação dos Agentes.

Depois de alguns episódios medianos, Agents of Shield  apresenta duas narrativas que se sobressaem por trazerem algo que estava ausente no roteiro: avanços. E os grandes responsáveis por isso são justamente Jemma e Leo que ganham status de protagonistas e conseguem divertir e também emocionar. Em ambas as tramas, era evidente que nenhum dois sairia ferido, porém o problema não é ser óbvio. Está tudo bem em ser clichê, desde que de forma bem construída, como é o caso tanto em F.Z.Z.T. quanto em The Hub.

F.Z.Z.T. se destaca não só por colocar a vida de Jemma em perigo quando ela contrai um vírus alienígena, mas também por trazer um caso da semana intrigante e que motiva o telespectador sobre a realidade envolvida. Dessa vez não havia um vilão ou corporação ou alguém que poderia ser machucado ou ferido, como desejava Ward. O inimigo era invisível e carregava estaticamente sua vítima até que o corpo não suportasse. Ter Jemma infectada foi realmente comovente. Ela sabia o protocolo, que não haveria tempo de se despedir, e que ao mesmo tempo sua presença colocava em risco seus companheiros. Destaque para a atuação de Elizabeth Hestrindge que conseguiu ir de um tom divertido ao dramático no mesmo episódio. O avanço que o caso representa é de ascender o romance Fitz-Simmons, que nasce de uma forma simples, delicada e coerente por ser a evolução de uma amizade antiga entre os personagens.

                                             

Destaque para o mar de chroma key.




Na sequência, em The Hub, Leo tenta provar seu valor após se sentir diminuído por não ter sido aquele a ter salvado sua amada. A combinação Ward-Fitz foi até engraçada, mas acabou suplantada pela de Skye-Jemma em sua missão de descobrir o que estava acontecendo no campo de batalha. Jemma inclusive se destaca mais uma vez com sua expressão divertida ao tentar quebrar as regras e fazendo tudo errado. 

The Hub também revive o debate sobre segurança de informação. Em uma organização, a hierarquia deve ser respeitada e o segmento da informação é uma maneira de manter a ordem e proteção.  É isso que os níveis representam. A questão é como ponderar a propriedade que o individuo tem sobre essa comunicação. Ward e Fitz foram enviados para uma missão suicida sem ter conhecimento e nem Coulson sabia a totalidade da operação. Dessa forma os níveis de compartilhamento se tornam questionáveis assim como o fato de se a divulgação da informação deveria ser ampla.

Skye surge, neste contexto, obstinada a não aceitar essa ocultação de dados, pois desconfiava que as intenções do planejamento pudessem ser diferentes das evidenciadas, como realmente o eram. Ela ainda precisa lutar para reconquistar a confiança da equipe, algo suavizado pela quase morte de Jemma. Porém, seu passado começa a ser desvendado, pois sua mãe foi uma agente da Shield cujos dados vem sendo guardados e inacessíveis até para o nível oito. Mas uma vez, os limites da informação sendo traçados. 

Coulson ganha ainda mais humanidade por evidenciar seus medos decorrentes do trauma de sua experiência de quase morte. Se uma sensação de perigo pode marcar a mente de uma pessoa para sempre, estar morto por oito segundos possui potencial muito mais devastador sobre um individuo. A experiência lhe alterou como pessoa, é como se ele renascesse. Não que ele não se importasse com as pessoas antes do incidente, certamente ele sempre tivera esse traço. Porém, essa experiência o ensinou a lutar até o fim por uma vida, seja ela a de um de seus agentes exposto a um campo de batalha, ou a de um bombeiro prestes a explodir por dentro. 

Enfim,  dois ótimos episódios. Espera-se que o nível se mantenha e que Fitz-Simmons possa finalmente acontecer. Enquanto isso, ficamos com esse momento do Leo.