Review American Horror Story 3x04: Fearful Pranks Ensue

"Acredito que o dia das bruxas dá permissão para as pessoas serem o que querem ser."




O Halloween possui diversas explicações e fundamentos, porém como mencionado por Delphine em geral as teorias convergem no sentido de que o feriado coincide com o festival de término da Colheita e que neste dia demônios caminham sobre a terra em busca de provisões.  O hábito de se fantasiar surgido com a capitalização da festa serve para representar os espíritos malignos enquanto os doces representam as oferendas objetivando fazê-los retornar e não provocar nenhum mal. Uma data dessa natureza não poderia ser esquecida em American Horror Story e em Fearful Pranks Ensue a bruxa está presa, enquanto Frankesteen saiu para passear junto com todos os figurantes zumbis de The Walking Dead.

O episódio também marca o fim do armistício entre os covens locais. O estopim desse fato é madame Delphine que após liberta de sua sentença, é perseguida por Bastian em busca de vingança. Como Quennie falhou em estabelecer "relações" com o mostro, restou para Fiona separar a parte homem da parte boi. E a pergunta que fica é: como não amar Kathy Bates? Em quatro episódios ela já conseguiu provocar ódio, comoção, divertimento e sensibilidade, mesmo com um papel relativamente pequeno na trama. A segunda pergunta que fica é: como Cordelia não acordou enquanto sua mãe matava Madison na sala e um minotauro atacava uma de suas alunas? Sono pesado esse. Toda a sequência inicial foi bastante acelerada com Spalding removendo o corpo da jovem bruxa, enquanto Cordelia tentava salvar a vida de Quennie.


O ritmo se manteve ao longo de todo episódio com o aparecimento do Conselho, uma organização política com a finalidade de resolver assuntos internos ao coven. Com o desaparecimento de Madison, uma investigação começa e tem seu mérito por se relacionar com a morte misteriosa da antiga Suprema, dois crimes nos mesmos moldes mesmo que não seja de conhecimento de todos. Assim, a ascensão de Fiona a Suprema e revelada e toda a manipulação desenvolvida no sentido de que ela não fosse responsabilizada como a assassina. Não sei por que, mas gostei muito da presença da jovem Mysrtle (a bruxa ruiva do conselho) e seu dom da verdade, pois ela lembrava levemente Hermione. Além disso, o plot destaca Sparding, um personagem misterioso por seu silêncio, e evidencia um caráter perturbador com ele brincando de boneca com Madison, e sua paixão desenfreada por Fiona. Algo tão forte que ele fora capaz de cortar a própria língua para protegê-la.

Uma coisa que passa quase despercebida é a irresponsabilidade de Zoe que depois de perder Kyle pela cidade, simplesmente volta pra casa, se preocupando muito mais preocupada com Madison do que com o do mostro que ela criara. Alguém percebeu a referencia a primeira temporada e a fantasia de esqueleto que aparece duas vezes? Além disso, temos o retorno Moira Alexandra Breckenridge só para ser morta do nada pelo marido safado maníaco de Cordelia. Uma piada cruel com os fãs da série. Ao mesmo tempo, Nan mesmo que discretamente rouba a cena com sua atitude ativa ao chamar o conselho e ao flertar com o vizinho cristão.
                             
Na guerra entre clãs (pode parecer precipitado), mas Marie demonstra muito mais força e poder, pois ela conseguiu se manter viva por séculos, além de ser capaz de trazer mortos a vida. Enquanto isso, Fiona está enfraquecendo e seu coven sofre brigas internas e com o Conselho. Em uma guerra a unidade é fundamental, uma característica do TeamMarie do grupo de Laurie. Coderlia já se tornou vítima desse confronto e descobriremos seu destino em breve. O episódio também serviu para mostrar que Madison morreu em vão, pois não era a próxima Suprema. Mesmo assim, a identidade desta continua um mistério. No próximo episódio, as portas do inferno estarão abertas.


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