Review Glee 5x05: The End of Twerk



Seguindo a mesma tendência atual de A Katy or a GagaGlee se propõe a discutir sobre o maior inimigo dos lares conversadores americanos na atualidade: Miley Cyrus e seu twerk. A dança que se assemelha ao nosso funk, tem levantado polêmicas (como a da performance de Miley no VMA) devido ao seu teor sexual sugestivo, principalmente por ter seu maior ícone como uma antiga estrela da Disney. 

Como apenas incorporar suas personalidades Katys e Gagas não seria o suficiente para vencer o coral Vocal Explosion, surpreendente, Mr. Schue encabeça uma revolução nos corredores da escola que objetiva permitir que seus alunos tenham liberdade de balançar seus corpos e descer até o chão. Obvio que Sue como grande defensora da moral e dos bons costumes se coloca arbitrariamente contra a tendência e proíbe qualquer atitude rebolativa no ambiente escolar. Esses embates entre os dois já se desgastaram, porém nestes últimos episódios tanto Sue quanto Schue parecem ter encontrado um tom que remete a dinâmica dos dois na primeira temporada. O professor inclusive estava bastante encaixado na proposta, como há muito tempo não se via. E é bem verdade que grande parte dos ritmos, hoje considerados clássicos, foram rejeitados e criticados a seu tempo sob argumentos de indecência e libertinagem. Em nível de Brasil, basta ver como o funk,o forró e o pagode são encarados por não amantes dos gêneros.



A extinção do twerk se alinha com o drama de Unique. A garota que vive em um corpo de garoto sofre preconceito tanto do ambiente masculino quanto do feminino, algo que a impede de até escolher qual banheiro utilizar. A música If I were a Boy se encaixou perfeitamente com o drama da personagem, e a sua conclusão mostra que no coral todos suportam um ao outro. Em uma atitude muito bonita, Mr. Schue decide por abandonar sua tentativa de legalizar o twerk para que o transexual tivesse direito a um banheiro único, e dessa forma não fosse mais agredido por outros alunos.

Continuando o plot iniciado no episódio passado, Marley descobre pela boca de Bree que Jake a estava traindo. Assim, Jarley parece ter acompanhado o twerk e terminado. Seria interessante que isso proporcionasse um amadurecimento para ambos os personagens, principalmente para ela que não precisa deixar sua atitude delicada, mas sim crescer dentro da trama, pois esse arco parece extraído de Malhação.
                               

Enquanto isso em Nova York, Rachel e Kurt tentam recuperar a sensação de urgência da adolescência. Detalhe que ambos tem 19 anos. Rachel tem a insanidade de nos assustar com um péssimo corte de cabelo e ainda mentir para os produtores sobre ter cortado-os. Como Kurt está com uma vida parada e nem suas conversas por skype com Blaine conseguem render empolgação, ele embarca na sugestão da amiga e além de beber uma substância que parece a mistura de limões com gasolina, ainda faz uma tatuagem. Sob o efeito da bebida, ele acaba não sabendo escrever e fica tatuado com uma frase com erro ortográfico. O arco serve para reafirmar o amadurecimento dos personagens, que agora são adultos tentando recuperar a euforia da juventude, e camufla os sentimentos de Rachel que ainda não superou a perda de Finn. Interessante o personagem retornar nessas referências, e da forma como foi inserido emocionou.



Obs: Mr. Schue incorporando Sue Sylvester e seguido de Becky destruindo tudo pela frente. 

Sobre as músicas:

You Are Woman, I Am Man,Funny Girl - Rachel e Paolo: Lea Michelle perfeita na atuação.Destaque para o fato de que não dava para perceber que ela estava usando uma peruca. Ainda assim, o cabelo longo sem a franja fica melhor.



Blurred LinesRobin Thicke feat. T.I. e Pharrell- Mr. Schue, Artie, Kitty, Bree e Jake: A música que de acordo com o Mr. Schue representa o twerk, o passado e o presente, homens e mulheres,  mas que de acordo com Sue a letra retrata um estupro. Só posso dizer que é muito bom ter Will de volta aos vocais, pois a voz dele é muito versátil, mesmo que ele estivesse passivando loucamente durante a apresentação.

If I were a Boy, Beyoncé- Unique: A música se encaixou perfeitamente com o drama do personagem no episódio, e conseguiu emocionar.

Wrecking Ball, Miley Cyrus - Marley: Com um arranjo que não foge a versão original, principalmente pelo tom semelhante de Melissa Benoist e Miley. Apesar disso, a música não se vende com a situação vivida por Marley, pois a letra retrata uma paixão tão forte capaz de destruir alguém por dentro, porém Jarley não convence tanto como casal.

On Our Way, The Royal Concept, New Directions: A música é legal e serve para concluir o episódio, porém já está cansando isso do coral ficar correndo de um lado para o outro em toda conclusão. Esse recurso fica menos cansativo quando é inserida uma coreografia ou figurinos combinando.





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