Review Reign 1x14 : Dirty Laundry



Passando da metade da temporada, Reign por poucas vezes teve a oportunidade de trazer uma abordagem mais cômica em seus episódios. Ainda não tenho certeza, se em Dirty Laundry essa era realmente a intenção do roteiro ou foi uma ação da direção que acabou provocando este efeito. A questão é que foi impossível não rir com a situação embaraçosa gerada pela inusitada aliança entre Catherine e Henry, completada pela tentativa não sucedida de Kenna em conseguir um marido.

O grande mérito neste episódio foi a completude das histórias, pois com exceção da gravidez de Lola, os demais elementos se encontram de uma forma muito encaixada, passando a sensação de algo bem projetado.



Não é novidade pra ninguém que o rei Henry é tarado, logo era óbvio que ele não deixaria passar a oportunidade de uma noite com uma falsa virgem cheia de luxuria em sua residência. E mesmo sabendo que não deveria achar engraçado a queda acidental da moça e sua consequente morte, não pude me conter ao ver a cara do rei diante da besteira que havia feito, assim como me diverti horrores com os diálogos entre ele e Catherine, e habilidade desta de conseguir encobrir tudo gerando uma história de que a moça estava tendo um caso com o padre em sua comitiva. Catherine é rainha no sentido mais moderno da palavra.

Diante deste fato, Kenna viu seus planos de abocanhar um marido rico caírem literalmente pela janela, e justo quando ela estava bem perto. Colocando em perspectiva, agora percebo que de todas as damas de Mary, é por ela a minha maior simpatia. Não que ela seja um poço de carisma, mas de todas, ela é a única a se mostrar mais ativa, ambiciosa e com oscilações de inteligência. Afinal, ela agora percebe que não é jogo continuar de amante do rei.

Essa trama, ainda se completa com o retorno de Bash e Olivia, embora esperasse que o primeiro fosse ficar alguns episódios ausentes (como acontecera com Francis) e a segunda não apareceria mais. Apesar disso, os dois são colocados de uma forma interessante no episódio, pois a moça surge não mais como a garota chata que quer roubar o marido da protagonista, mas como a mensageira de uma grande mal que ronda a floresta. Um propósito muito superior ao que ele apresentava, além de que este arco fecha a principal ponta solta do enredo. Ponto para os roteiristas.

Embora não se cruze efetivamente com a trama geral, o drama de Lola era mais do que esperado. Afinal, aquela noite com Francis deveria representar alguma coisa: um filho. Como tudo é posto de uma perspectiva romântica, a dama claro que pensaria em encerrar a gravidez e seria impedida no último momento. Em um aspecto mais realista, é claro que ela tiraria vantagem disso, afinal carrega o filho de um futuro rei e poderia ficar garantida pelo resto da vida. Se a situação tivesse ocorrido com Kenna, por exemplo, não tenho dúvidas de que esta sim teria feito todo o possível para que esse bebê nascesse.  O plot em si é ruim não por ser previsível, mas por colocar Mary na posição de uma protagonista chata que com certeza criará muito drama em torno da situação, a distanciando do perfil enérgico apresentado até aqui, embora a mesma tenha aceitado tudo de uma forma muito digna a primeiro momento.


Coral real: Rainha Catherine dando aula de educação sexual em plena idade média.

0 comentários:

Postar um comentário