Reign 1x17: Liege Lord



“Eu desafiaria o próprio demônio, caso ele tentasse roubar o meu país.” Mary, Rainha da Escócia.

Um episódio focado no embate Mary-Catherine só poderia ser ótimo.

Liege Lord vem como uma resposta as minhas reclamações envolvendo a postura de Mary nos dois episódios anteriores, pois aqui vemos esta crescendo como rainha e assumindo cada vez mais as suas responsabilidades. Afinal, apesar da união com a França fortalecer a Escócia, não afasta as ameaças da invasão inglesa e muito menos os problemas internos devido ao avanço do protestantismo. E mesmo assim, descobrimos que o suporte que a França oferece é bastante limitado, pois coloca a rainha e seu país a mercê da aliada. Ponto para os roteiristas.

Durante o episódio, me perguntei se a estratégia de espalhar um rumor do acordo feito por Mary de Guise e a corte francesa seria realmente a melhor solução, porém analisando agora percebo que era, pois bater de frente contra os conspiradores colocaria a vida de Mary em risco. Embora o arco se justifique por trazer esta a sua posição enérgica e decidida que admiramos, foi à solução que deixou tudo perfeito, pois parando para pensar, o acordo é literalmente destruído utilizando o plot da doença de Henry, que é justamente o gatilho que inicia o roteiro do episódio.

O terceiro ponto a ser destacado é o embate de Francis e Mary, provando que o amor dos dois pode ser testado sem a necessidade de um triângulo amoroso ou de uma gravidez indesejada. Ambos são governantes de grandes nações e precisam agir em defesa de seus povos. Embora o casamento coloque os destinos dos países em alinhamento, a Escócia depende de Mary e pela afirmação desta em escolher o seu país, caso ela tenha que decidir, já mostra uma direção interessantemente perigosa para o futuro do casal.

Encaixados no desenvolvimento dessas ações, a relação de Bash e Kenna começa a soar interessante, pois representa a junção de dois personagens completamente perdidos na trama. A união do excluído com a manipulável pode render boas histórias, pelo menos até o triângulo amoroso central ganhar força outra vez, pois óbvio que isso irá acontecer.

Já Lola consegue finalmente uma solução para seus problemas ao casar com Julian. A primeiro momento, o medo deste em não querer ter filhos parecia mais um empecilho para movimentar a união, porém achei muito sensato da parte dela contar a verdade, principalmente pois a personagem sempre demonstrou mais força e coragem, dentre as damas de Mary.

Por fim, rainha Catherine, que como sempre, reinou. Interessante mostrarem o lado mais feminino da personagem, sempre retratada como maquiavélica e diabólica. Em Liege Lord ela mostra sua capacidade de sedução e a necessidade de ser amada e valorizada, como qualquer mulher.

Coroa real nº 1: Tapa na cara de Catherine. Go Mary!

Coroa real nº 2: Henry cada dia mais inconveniente.


Coroa real nº 3: Sentindo medo por Kenna. As cenas entre ela e Henry são perturbadoras.

Coroa real nº 4: Catherine sambando na cara de Penelope cabeção.

0 comentários:

Postar um comentário