Reign 1x21: Long Live the King



Nós precisamos pensar como rainhas, agora." Médice, Catherine de.
De todas as experiências que transformam nossas vidas, acredito que matar deva ser a mais transformadora. Todos somos capazes de atingir esse limite, mas cruzar essa fronteira que divide a moral é algo irreversível. Citando Harry Potter, é algo que destrói a alma. Mary trilhou esse caminho em Higher Ground, mas é em Live Long the King que podemos ver a transformação daquela que agora carrega sangue em suas mãos.

A união de Mary com Catherine foi definitivamente a melhor coisa do episódio, pois se na posição de adversárias as duas conseguem brilhar na série, não restava dúvidas que  uma aliança entre elas renderia um excelente plot. Apesar disso, a impressão que ficou é que tudo poderia ter sido mais trabalhado e elaborado, e esperava mais tempo de tela para o plano orquestrado pelas duas. Além disso, fiquei surpreso pela atitude de Catherine em tentar se livrar do marido, pois apesar de não se importar com ele, a morte de Henry faria com que ela perdesse sua coroa.

O grande destaque foi realmente o rei que intitula o episódio. Desde o inicio da série, a presença de Henry me incomoda em seu caso com Kenna, seu comportamento sexual desajustado e atitudes grosseiras. Porém, em Live Long the King sua personalidade perturbada é de certa forma justificada, e sua conversa com Francis funciona como a despedida do personagem que não fará tanta falta, mas cuja ausência abre caminho para um leque de possibilidades na trama. Só contextualizando, quando ainda crianças, Henry II e seu irmão foram feitos prisioneiros como forma de seguro para que o seu pai Francisco I cumprisse o Tratado de Madri com o imperador Carlos V. Porém, Francisco rompeu diversas clausulas do documento e como punição seus filhos foram submetidos a severas condições de isolamento. Uma experiência traumatizanto para ambas as crianças e que de certa forma é utilizada no contexto da série como embasamento para a personalidade perturbada do rei da França.

O segundo destaque do episódio ficou por conta de Lola e sua união com pseudo Julian. Estava  óbvio que o cara estava mais interessado na fortuna da família da moça, desde o inicio, porém o fato dele ser um impostor realmente se revelou uma história interessante, além de forçar o retorno da dama para a corte. O fechamento com o incêndio foi uma boa alternativa e abre a possibilidade da volta do personagem. Afinal, se até Olivia e o padeiro retornaram, por que não? Só Clarissa que não volta né?!

E por falar em Escuridão, já ficou chato isso de procurar monstro na floresta e  não encontrar. É compreensível o senso de dever de Bash em querer capturar a fera, e fica o meu parabéns aos roteiristas por reviverem o passado do garoto que já sentiu o peso de sujar as mãos de sangue e que agora vê seus atos retornarem sob a presença do filho de sua vítima. Isso pode render algo interessante. Além disso, o plot serviu para afirmar de uma vez por todas que Kash vive, e sinceramente acho que funciona perfeitamente.

Por fim, só um fato histórico. É que Calais foi conquistada pela França, antes do casamento de Francis e Mary (diferentemente do posto na série) e encerra as conquistas do rei Henry II.

Coroa real nº 1: Faltou mais Catherine neste episódio. Só acho.

Coroa real nº 2: Sem treta, mas a atuação de menino Bash precisa melhorar.

Coroa real nº 3: Tá acabando. Depois de quinta, só em setembro. Todos choram.