Primeiras Impressões Delirium (1x01), Dominion (1x01) e Flash (1x01)


Enquanto fall season não chega, vamos nos divertindo com as poucas estreias do versão e os pilotos "vazados". E comprando três pelo preço de um, começarei com Delirium, Dominium e The Flash.

Delirium é uma série inicialmente rejeitada pela Fox e que encontrou no Hulu um lar para nascer. A série se baseia em um livro de mesmo nome e retrata uma sociedade em que o amor é considerado uma doença, de modo que homens e mulheres são impedidos de interagir, além de serem afastados de qualquer material que envolva o tema. "Nossas mentes se mantém intactas, enquanto nossos corações não podem mais ser partidos". Ao completarem 18 anos, todos os jovens são vacinados contra a doença e avaliados por um sistema de casamento que identifica o par ideal. Situação essa vivida por Lena Holoway, interpretada pela perfeita Emma Roberts. 

A presenta da menina Emma (que brilhou na pele da Madison, em American Horror Story) já seria motivo suficiente para recomendar a série, porém o próprio arco central se mostra muito instigante, pois ao longo do episódio somos postos diante de uma realidade surreal. O argumento contra o amor é válido, assim como a luta da resistência em buscar liberdade de escolha, mesmo que isso lhe custe ter o coração partido. O dilema da protagonista, sempre tão convicta de que tomar a cura era a melhor opção, e que experimenta a sensação de se apaixonar e perceber que a vacina tiraria esses sentimentos dela é outro ponto alto da trama, assim como a reação dos personagens ao lidarem com o fato. A amiga, atrevida e incontrolável, é a primeira a rejeitar Lena ao perceber que ela fora "infectada".

Pelo que entendi, o piloto retrata todo o primeiro livro, o que justifica a reclamação de alguns quanto ao ritmo acelerado. Eu, particularmente, acho esse fato ótimo, visto que dificilmente a série terá continuidade, então foi bom saber o desenrolar da história. Por outro lado é uma pena, pois a trama merece mais episódios e despertou minha curiosidade. Destaque para os ótimos diálogos. 

Nota: 9 Hannibals


No outro lado do espectro surge Dominion. Baseada no filme injustiçado Legion (que eu gosto muito, mesmo que ninguém tenha perguntado), na trama, somos postos diante de uma guerra entre anjos e os homens que se  inicia após Deus abandonar a humanidade. Neste embate, alguns anjos tomam o lado dos humanos, em especial o arcanjo Michael, que vêm a terra (no filme, inclusive) salvar um messias destinado a guiar a humanidade rumo a vitória.

Embora sua premissa seja ótima, a série falha em seus elementos mais básicos: personagens nada carismáticos, péssimas atuações e uma direção de arte totalmente inadequada. Como a trama se passa 25 anos após o salvamento do messias, somos levados a uma sociedade futurística tendo elementos grego-romanos como plano de fundo. Essa mesclagem de elementos se mostra tão confusa, afinal tendo anjos como inimigos seria mais natural um cenário apocalíptico  mais desolador. Entendo a intenção de criar uma trama política intricada ao retratar cidades altamente organizadas e desigualdades sociais gritantes, porém tudo pareceu muito forçado e desnecessário. A série até ganharia pontos por caracterizar os inimigos alados com um aspeto mais demoníaco, porém isso se perde com o surgimento dos anjos da segunda casta no estilo power rangers. Estou ofendido até agora.


Enfim, concordo com o Hollywood Reporter que classificou o piloto como " may be one of the dumbest, worst-acted, most poorly written series I've seen in ages", o que é uma pena pois gosto muito do filme e esperava uma série interessante.

Nota: 3 Hannibals

Por fim, The Flash que chega tão rápido quanto as habilidades de seu protagonista. Programada para estreiar apenas em outubro, o piloto "vazou" nas internetes. Embora, eu fosse um dos a não entender a necessidade dessa série, pois nunca enxerguei muita história para o herói, o episódio inicial mostra sim que existe algo interessante a ser explorado.

Além do fato da história ter despertado uma leve curiosidade, a série também acerta na escolha do ator protagonista.  Grant Gustin (o Sebastian de Glee) se apresentou perfeito para o papel e sua atuação estava redondinha. Apesar disso, a escalação e o roteiro falham na escolha dos seus coadjuvantes, muito pouco carismáticos, e basear a identificação do público apenas no protagonista é uma estratégia arriscada e que nem sempre funciona. A prova disso é que o segundo personagem a despertar minha simpatia é o vilão do episódio  que possui duas falas. Aliás, a série perde conceito em resolver a situação muito facilmente, simplesmente o matando, apesar de que por ele ser um meta-humano existe a possibilidade do seu retorno.

No mais, o show cumpre seu papel e com certeza receberá o público fiel de Arrow, que aliás aparece de forma avulsa no episódio.

Nota: 7.5 Hannibals