Primeiras impressões: O Rebu- Capítulo 1





Pegue uma ideia ousada e a devolva.

Eu já havia mencionado aqui o quão atraente era a proposta de O Rebu, remake de uma novela homônima de 1974 e que girava em torno da investigação de um crime ocorrido em uma festa. Embora o fator 'quem é o assassino' já seja algo extremamente desgastado na teledramaturgia, o mais interessante é que a identidade da vítima também era desconhecida. O público não sabia ao menos o gênero desta, pois embora inicialmente se desconfiasse pelas roupas que o corpo fosse do sexo masculino, com o tempo foi  revelado que durante a festa algumas mulheres cortaram seus cabelos e passaram a se trajar como homens (bêbadas, imagino).

Embora eu soubesse que o remake da novela não seguiria o roteiro original, em nenhum momento esperei que justo o maior diferencial da produção fosse limado de forma tão abrupta e inadequada. Pois sim, já sabemos a identidade do morto e sem esse fator, a novela (pelo menos em sua primeira impressão) só leva créditos pelo aspecto técnico. Pois este sim, estava excelente: atuações brilhantes (um beijo, Sophie Charlotte), cenografia e figurinos de luxo, trilha sonora envolvente, direção adequada e ressaltada por uma fotografia escurecida em um tom azul gelo que fazia parecer quase preto e branco.

Apesar disso, a produção foi quase comprometida pela edição acelerada, destacada em uma introdução confusa e distorcida que permitiram pouco envolvimento com os personagens. Ao meu ver, houve uma intenção em seduzir o telespectador com os efeitos de luz e a sonoridade, porém acabaram por produzir o resultado contrário. Afinal, o público se viu sem entender os acontecimentos enquanto Duda cantava para um personagem desconhecido, Jesuíta Barbosa fugia descontroladamente e pessoas avulsas tomavam banhos de chuva. O morto foi apresentado sem que se quer o telespectador tivesse nenhum envolvimento emocional com o personagem, fazendo-o pouco se importar com o acontecimento, algo muito diferente do ocorrido com Sereia (O canto da Sereia). O único ponto em que a edição acerta é no uso dos flashbacks, objetivos e ágeis.

Óbvio, a trama tem muito o que mostrar e não tenho dúvidas que George Moura conseguirá envolver e cativar tanto quanto em O canto da Sereia e Amores Roubados. Sobre a audiência, a prévia indica 22 pontos de média, além do assunto ter alcançado os treding topics no twitter.

Sobre o assassino, façam suas apostas!


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