Review Masters of Sex 2x01: Parallax




Retornando mais cedo para sua segunda temporada, Masters of Sex começa reorganizando sua estrutura, reajustando o seu enredo e nos dando a percepção de que caminho a série pretende trilhar, porém mantendo sua coerência narrativa que a fez tão aclamada pelo público e crítica. Logo pelo previously, ao colocarmos o episódio piloto em perspectiva, percebemos quanto as vidas de nossos personagens foram alteradas no último ano. E o quanto  estas estão bagunçadas neste momento, não apenas pela repercussão que a publicação dos estudos gerou, mas simplesmente por que a vida nunca está organizada.

Da última vez que os vimos, nossos protagonistas estavam em frente um do outro sob a chuva, enquanto William confessava veladamente seu amor por Virginia. Uma conversa que evoluiu para o sexo, e do sexo para aquilo que pareceu um caso, mas que na verdade eram os produtores nos fazendo odiar mais uma vez William Masters. É estranha essa relação de amor e ódio com o personagem. Seus sentimentos são claros pela parceira de estudo, porém a forma como ele a tratou, dessa vez definindo os encontros com finalidades científicas ao invés de assumir a realidade da situação, me fizeram ter raiva do personagem, algo reforçado pela forma distanciada em que ele tratou seu filho ao longo do episódio.

Apesar disso, Masters demostra claramente ter consciência da sua relação com Virginia, como ele mesmo afirma para sua mãe. Ele se transformara no seu pai, e talvez por isso entrar em um estado de negação seja uma forma de não tornar isso tão definitivo. Um pai que sempre retorna para as rodas de discussão e me deixa cada vez mais curioso sobre o passado de William. Talvez um episódio com flashbacks mostrando a relação dos dois, nos ajudaria a entender a personalidade danificada do nosso protagonista.

A grande surpresa do episódio foi sem dúvida Barton e seu drama psicológico. É incrível como o personagem cresceu na trama a ponto de quase roubar a cena deste retorno da série. Sua situação é realmente comovente. O fato de se submeter ao tratamento de choque, além da tentativa de suicídio apenas revelam a situação de alguém desesperado. Estamos nos anos 60, um período no qual a homossexualidade era encarada como uma desordem, tratada como doença. Infelizmentea, ainda existe gente que pensa assim. Igualmente perturbadora é cena em que ele tenta dormir com Margaret, estimulado pelas imagens de homens nus, tentando imagina-la como o objeto de seu desejo e ao mesmo tempo ferindo ainda mais seus sentimentos. A atuação dos atores estava excelente, e não é a toa que ambos foram indicados para o Emmy por suas participações na série.

Ao meu ver, a ampliação do palco para os Scully (Vivian inclusa) assim como Austin e sua família é resultado não apenas de uma reestruturação do show, mas também devido a saída de Ethan que iria estrelar o abortado projeto How I met your dad. Sem dúvida, Ethan deixa um espaço enorme, não apenas pelo carinho que o público criou pelo personagem ao longo do seu arco de crescimento do primeiro ano, mas também devido ao fato dele ter sido aquele com maior tempo de tela depois dos protagonistas. Virginia, casa com ele vai. Além disso, temos a promessa da saída de Jane, personagem igualmente carismática apesar da falta de plots. Sendo assim, o retorno de Betty se faz mais do que necessário, pois embora seu drama tenha cativado nos primeiros episódios do show, a personagem não teve a oportunidade de ser desenvolvida. Simpatizei com o rei dos pretzels.

Por fim, vamos esperar o que a mudança para o Memorial Hospital pode oferecer a trama, assim como o que será do relacionamento de William e Virginia, desta vez sem fios entre seus corpos.

Masters nº1: A relação de Virginia e DePaul é muito amor. <3

Masters nº 2: Coitado do Ethan sendo chutado por telefone.


Masters nº 3: Libby sempre linda. <3

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