Review Reign 2x01 - The Plague




A morte já anda livremente pelos corredores aqui.- Nostradamus.

A peste negra é conhecida como uma epidemia responsável pela drástica redução populacional da Europa, durante parte do século XIV. Ao longo da história, são notórios os casos de sua ressurgência e por isso, em Reign, ela é mencionada como o retorno da morte negra. Como resultado de sua presença neste início da temporada, os personagens são postos em um ambiente de pura instabilidade e a luta contra um inimigo invisível gerou uma tensão inquietante, que somada a força das ações em curso, resultaram em um episódio excelente.

Em um cenário tão implacável, todos os personagens foram levados ao limite. Porém, Mary foi sem dúvida a que foi mais desafiada. Sua posição como rainha da França a força a fazer alianças e negociatas, pois o poder da monarquia sobrevive as custas da influência dos nobres e da igreja. Embora já a tenhamos visto cruzar uma linha moral ao ordenar assassinatos, dessa vez, ela se posiciona contrária ao sacrífico de uma vida em prol de arranjos políticos. A de se questionar que a repercussão disso gerou muito mais mortes, porém Mary se mantém firme, seja em reafirmar sua posição como rainha e colocar Catherine em sua posição, seja ao punir aquele que a desafiara. 

Eu já sacrifiquei vidas anteriormente, e cada uma me afasta da pessoa que eu quero ser.- Mary

Catherine, aliás, estava excelente como sempre e sua dinâmica com Mary rendeu os melhores diálogos. Duas rainhas em um castelo. Não me importaria que Francis não retornasse tão cedo, apenas para ter mais dessa relação desafiadora entre as duas. Já está claro que elas são as verdadeiras protagonistas.

Uma coisa era certa: alguém estava destinado a morrer; e ao longo do episódio a morte percorreu cada cenário, sem nos dar certeza sobre quem seria a vítima. E as perdas no elenco apesar de não tão impactantes, foram surpreendentes, pois havia muita expectativa de enredos para Yvette e Pascal. Ela em seu relacionamento conflituoso com Leith (agora regular) e o garoto herdeiro da Escuridão em sua dinâmica com o jovem casal que lhe acolheu. Sim, eu gostava de ambos, e a cena da despedida do garoto foi emocionante. Estava óbvio que nada aconteceria a Bash, mas sua permanência vêm com um custo anunciado. 

Haverá um acerto de contas. - Fantasma
Alheios aos acontecimentos no castelo, Lola e Francis seguem em um plot, no mínimo irritante e totalmente desnecessário. O distanciamento do rei em relação ao seu filho e sua recusa em deixar a garota partir poderia ter sido retirada desse retorno, sem perda de generalidade. Pois, a presença do primo Louis e da serva, cuja família fora morta pela peste, chamaram muito mais atenção do que a trama envolvendo o bastardo do rei.  

0 comentários:

Postar um comentário