[Top] E essas foram as despedidas de 2015


Carry on my wayward son. There'll be peace when you are done.

O ano terminando e chega a hora de olhar pra trás e perceber aquele imenso vazio que foi 2015, principalmente pelas séries que passaram dessa para melhor. Sim, foi um ano duro, um ano difícil, pois cada série é uma parte de você. E quando ela é cancelada, é como se um pedaço seu fosse junto. Pelo menos, ainda temos a season finalle desse ano que parece ser mais interessante que muita série por ai. Então, vamos as despedidas. 


MY MAD FAT DIARY



Embora a sua premissa seja a de um seriado adolescente, My Mad Fat Diary sempre conseguiu a profundidade emocional ausente em grande parte das produções que se propõem a dramas adultos. Psicologicamente denso e carregado de propostas que visam ir de encontro a estigmas e permitir um maior empoderamento de seu próprio corpo, além de baseada em fatos reais, ela vai muito além do tabu estético e realiza uma análise muito internalizada dessa questão, fugindo da superficialidade e do raso. Rae e sua gangue deixam um legado sólido e glorioso. Sem falar da saudade das trilhas sonoras perfeitas.  


LOOKING


Totalmente despretensiosa, assistir Looking dá a mesma sensação de conversar com um amigo (a) e esperar que ele lhe conte como foi a semana. As vezes, podem ter sido dias de muito drama com o namorado (a), problemas no trabalho ou simplesmente aqueles tempos em que nada acontece e você vai de um lado pro outro mas continua no mesmo ponto. Talvez, tenha sido essa ausência de ação e reviravoltas mirabolantes que desestimulou o público e fez a série ser cancelada, mas a verdade é que Looking se propôs a ser real, com personagens carismaticamente humanos, texto sem frases de efeito e direção agradável. Seu mérito reside em fugir de um formato tradicional. Pelo menos em 2016, ainda haverá um filme para finalizar a história de Patrick, Augustine e Dom. 

HANNIBAL



Injustiçada pelo público (tem gente que diz que dá sono :|), mas aclamada pela crítica, Hannibal teve até uma vida longa, considerando sua audiência e o canal em que está inserida. Embora baseada em filmes e livros, a série demonstrou uma linguagem única, desde o começo, fazendo questão de deixar claro que não era uma reprodução ou adaptação, mas uma história a parte da original. Ao dançar alternadamente com o grotesco e com  o requintado, a trama fez questão de enfatizar sua abordagem psicológica e não pode de forma alguma ser colocada  junto com tantos procedurais americanos, como talvez esperava-se que ela se tornaria. Não, Hannibal  tem uma personalidade que transborda, transgride e subverte as percepções. É uma pena que não veremos a história do Silêncio dos Inocentes sendo contemplada pelo show.

GLEE


Glee é o tipo de série que ou ame ou odeie. Não há meio termo. Falando uma linguagem jovem, a produção consegue ser crítica em diversos aspectos e chamar atenção de uma geração para temas sérios como homofobia, bullying e identidade de gênero. As músicas se intercalam como mensagens, piadas e dramas. Óbvio que a série tem seus deslizes, que por muito tempo foram negligenciados pelos fãs, mas que  levaram a produção ao cancelamento. Embora tenha tentado se reinventar, inclusive em seu último ano,  Glee sangrou de forma doloro, e deixará saudade justamente por cumprir o papel de entretenimento em sua forma mais pura.

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